quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Samsung lança Galaxy Fit 3, smartband rival da Xiaomi Mi Band 8; veja preço no Brasil


Agora com 'cara de relógio', dispositivo chega ao mercado com 101 modos de exercícios, bateria para até 13 dias e recurso de emergência que liga para o 190 em caso de acidente com o usuário. Samsung Galaxy Fit 3 Darlan Helder/g1 A Samsung apresentou nesta quarta-feira (21) a sua nova smartband (pulseira inteligente) Galaxy Fit 3. Agora com um visual de relógio, o dispositivo tem uma construção de alumínio leve, tela de 1,6 polegada e bateria para até 13 dias de uso (veja as especificações abaixo). ⌚ Smartwatch ou smartband? Veja as diferenças entre eles O Galaxy Fit 3 chega ao Brasil com preço sugerido de R$ 549 e vai concorrer com a Xiaomi Mi Band 8, considerada a smartband mais popular no mundo. Outra rival é a Huawei Band 8, que, ao contrário da pulseira da Xiaomi, traz um design semelhante ao de relógio. Segundo Bruno Freitas, gerente sênior de wearables da Samsung, o produto só funciona conectado a celulares Samsung e em outros smartphones Android, desde que rodem Android 10 ou superior. Não há suporte para quem usa iPhone (iOS). Fit 3 tem 101 modos de treino Samsung Galaxy Fit 3 Darlan Helder/g1 O Fit 3 é um dispositivo para quem deseja acompanhar a saúde e monitorar o treino. Para isso, a empresa diz que ele oferece 101 modos de exercícios, como caminhada, corrida, natação, elíptico, ciclismo, dentre outros. Para efeito de comparação, a sua principal rival, a Mi Band 8, se sobressai oferecendo 150 modos de exercícios. O equipamento da Samsung ainda suporta mergulho d'água em até 50 metros (5 ATM) de profundidade e tem certificação IP68, sendo resistente à água e à poeira. Isso também o torna útil para atividades aquáticas. Pensado para atividades radicais, a Samsung destaca o recurso de chamada de emergência, que, ao sofrer um acidente, o usuário pode acionar o 190 pressionando cinco vezes o botão lateral. Samsung Galaxy Fit 3 Darlan Helder/g1 O visor sensível ao toque ganhou um aprimoramento e agora está maior, com 1,6 polegada. No Fit 2, lançado em 2020, a tela era de 1,1 polegada. Na bateria, a smartband aguenta até 13 dias longe da tomada, mas essa autonomia pode cair caso a pessoa mantenha todos os recursos de monitoramento de saúde e exercícios ativados. A pulseira funciona integrada ao aplicativo Galaxy Wearable. É nele que você consegue visualizar informações detalhadas da sua saúde, como nível de estresse, da frequência cardíaca, estado do sono, oxigenação sanguínea, entre outros. Por aqui, o Fit 3 chega em três cores: grafite (cinza-escuro), prata e o rosé. A marca diz que, em seu site, o consumidor poderá adquirir pulseiras extras. São apenas duas, sendo uma laranja e outra preta - o preço ainda não foi revelado. Fotos Samsung Galaxy Fit 3 Samsung Galaxy Fit 3 Darlan Helder/g1 Samsung Galaxy Fit 3 e o carregador Darlan Helder/g1 Samsung Galaxy Fit 3 Darlan Helder/g1 Samsung Galaxy Fit 3 Darlan Helder/g1 Ficha técnica Galaxy Fit 3 LEIA TAMBÉM: Smartband: g1 testa 3 modelos de pulseira inteligente Como escolher uma bicicleta elétrica Smartwatch: g1 testa e compara relógios da Apple, Huawei e Samsung Duelo de celulares: Galaxy S24 x iPhone 15 Duelo de celulares: Galaxy S24 x iPhone 15 Conheça o Sora, gerador de vídeos realistas da dona do ChatGPT Conheça o Sora, gerador de vídeos realistas da dona do ChatGPT

WhatsApp libera novas opções de formatação de mensagens; veja como usar


Atualização permite exibir mensagens em formato de listas, citação e código de programação. Novas opções se juntam a formatações como negrito e itálico, que já estavam disponíveis no aplicativo. Estilos de formatação do WhatsApp Divulgação/WhatsApp O WhatsApp oficializou nesta quarta-feira (21) a chegada de novos recursos de formatação de mensagens. Agora, o conteúdo pode ser enviado com visual de listas, citação em bloco e código de programação. Os quatro novos formatos se juntam às opções de negrito, itálico, tachado e monoespaçado, que já estavam disponíveis no aplicativo. É possível usá-los ao incluir caracteres correspondentes ao visual desejado perto do trecho que ficará em destaque. Veja abaixo como mudar a formatação de mensagens no WhatsApp. Negrito (asterisco antes e depois do trecho) Itálico (underscore antes e depois do trecho) Tachado (til antes e depois do trecho): para enviar mensagem com um trecho riscado Monoespaçado (três acentos graves antes e depois do trecho): para mensagem adotar estilo de fonte em que todos os caracteres ocupam o mesmo espaço Lista de itens (hífen e espaço antes da mensagem): para exibir ingredientes de uma receita ou pontos principais de uma mensagem, por exemplo Lista numerada (número seguido de ponto final e espaço antes da mensagem): para destacar ordem de itens como passo a passo Citação de bloco (sinal > seguido de espaço antes da mensagem): para destacar trecho de texto e torná-lo mais visível na mensagem Código embutido (acento grave antes e depois do conteúdo): para compartilhar trechos de códigos ou comandos usados por programadores Todas as opções estão disponíveis para todos os usuários do WhatsApp no Android, no iOS, na Web e no Mac, incluindo administradores de canais. Segundo o WhatsApp, as opções de formatação são formas de ajudar os usuários a organizarem suas mensagens e se comunicarem de maneira mais eficaz. LEIA TAMBÉM: OpenAI, dona do ChatGPT, lança modelo de IA que cria vídeos realistas a partir de textos Vídeos de pessoas usando o Apple Vision Pro fora de casa viralizam nas redes sociais Celular pode ser aliado para descobrir câmeras escondidas em quartos; veja como se proteger Como se proteger de golpes no WhatsApp Golpes no Whatsapp: saiba como se proteger

Google anuncia criação de centro de engenharia em SP


Empresa anunciou parceria com o governo do estado para criar espaço de pesquisa no Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Presidente do Google, Fábio Coelho, durante anúncio de parceria da empresa com o governo do estado de São Paulo Victor Hugo Silva/g1 O Google anunciou nesta quarta-feira (21) que vai instalar um centro de engenharia na cidade de São Paulo. A criação do espaço faz parte de uma parceria da empresa com o governo do estado. No anúncio, participaram o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o presidente do Google Brasil, Fábio Coelho. Entre as frentes de trabalho do futuro centro de engenharia, está o desenvolvimento nas áreas de inteligência artificial e segurança na internet. O Google diz que começou a discutir a parceria com o governo em 2021. A sede do novo centro será no prédio 1 do IPT. O espaço tem 7.000 m² e será revitalizado pelo Google, uma das contrapartidas previstas na parceria. O projeto prevê a criação de um auditório e de espaços para eventos e treinamentos, com preservação da fachada externa. A previsão da gigante das buscas é que as obras comecem já no segundo semestre de 2024. O espaço deverá receber profissionais a partir de 2026. Este será o segundo centro de engenharia do Google no Brasil. O primeiro foi inaugurado em 2016, na cidade de Belo Horizonte (MG). Esta reportagem está em atualização.

Fechadura digital: dá para levar junto na mudança de casa?


Antes de desinstalar, é recomendável checar se o modelo é compatível com a nova porta. Guia de Compras: Fechadura digital Freepik Hora de mudar de casa e lembrar: o que eu faço com a fechadura digital que instalei na porta? Será que dá para levar a fechadura junto na mudança? A resposta é sim. Mas tem que ver se o modelo antigo serve na porta nova. "A espessura da porta deverá ser a mesma ou menor", comenta Eliana Godoy, coordenadora de produto da Yale. ✅Clique aqui para seguir o canal do Guia de Compras do g1 no WhatsApp Tanto os modelos de fechaduras de sobrepor como os de embutir podem ser levados para a casa nova, com alguns ajustes na porta antiga depois. Fechadura de sobrepor (à esquerda) e de embutir (à direita) Reprodução/FreePik As fechaduras de embutir são instaladas no miolo da porta, como as fechaduras tradicionais, e têm uma maçaneta e um painel de acesso. Esses equipamentos são mais fáceis de ajustar após sua retirada, de acordo com Juliano Pavlak, supervisor de fechaduras digitais da Intelbras. A maioria dos modelos segue uma padronização que, ao ser removida, não requer furar ou mexer na porta. "Basta reinstalar a fechadura mecânica sem maiores complicações ou manutenções", explica Pavlak. Já as fechaduras de sobrepor são colocadas por fora da porta, ocupando mais espaço e, ao fechar, têm uma peça externa de encaixe por dentro. Esses modelos costumam ser mais baratos e mais simples de instalar, mas sua remoção requer um esforço adicional. O especialista da Intelbras cita que esses modelos requerem um furo na porta durante a instalação. "É necessário passar massa e fazer a pintura da porta", diz. Uma alternativa para fechar o buraco instalar uma fechadura mecânica auxiliar, como aquelas com chave tipo "tetra". 🧑🏻‍🔧Preciso de instalação profissional? Sim. Os fabricantes recomendam a contratação de um profissional para instalar e desinstalar a fechadura digital na porta, independentemente do tipo de encaixe escolhido. O valor do procedimento depende do modelo. O Guia de Compras selecionou 9 modelos de fechaduras digitais de embutir e de sobrepor. Os preços variavam de R$ 450 a R$ 2.400 nas lojas on-line consultadas em fevereiro. Fechaduras de embutir Ekaza EKNX-T129 Geonav Fortezza FZE01BK Papaiz SL100 Positivo Smart Fechadura Fechaduras de sobrepor Elsys ESFDS1000H Intelbras IFR 1001 Pado FDS10 Philips Easykey 5100 Yale YRD 256 Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.  Duelo de celulares: Galaxy S24 x iPhone 15

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Paciente que recebeu chip cerebral da Neuralink controlou mouse com pensamento, diz Musk


No final de janeiro, a empresa do bilionário implantou com sucesso um chip em seu primeiro paciente humano. Logotipo da Neuralink e Elon Musk Dado Ruvic/ Reuters Primeiro paciente humano que recebeu um chip cerebral da Neuralink foi capaz de controlar um mouse de computador usando seus pensamentos, disse o fundador da startup, o bilionário Elon Musk. "O progresso é bom e o paciente parece ter se recuperado totalmente, sem nenhum efeito nocivo de que tenhamos conhecimento. O paciente é capaz de mover um mouse pela tela apenas pensando", disse Musk em um evento do Spaces na plataforma X (ex-Twitter). Musk disse que a Neuralink tenta agora fazer com que o paciente acione o botão do mouse o maior número possível de vezes. A Neuralink não comentou o assunto ao ser procurada pela Reuters. A empresa implantou com sucesso um chip em seu primeiro paciente humano no mês passado, depois de receber aprovação para o recrutamento de testes em humanos em setembro. O estudo usa um robô para colocar cirurgicamente um implante de interface cérebro-computador em uma região do cérebro que controla a intenção de se mover, disse a Neuralink. A empresa acrescentou que o objetivo inicial é permitir que as pessoas controlem um cursor de computador ou um teclado usando seus pensamentos. Musk tem grandes ambições para a Neuralink, dizendo que ela facilitará a rápida inserção cirúrgica de seus dispositivos que poderão ser usados para tratar obesidade, autismo, depressão e esquizofrenia. A Neuralink, que foi avaliada em cerca de US$ 5 bilhões no ano passado, tem enfrentado repetidas solicitações de análise em relação a seus protocolos de segurança. A Reuters informou no mês passado que a empresa foi multada por violar as regras do Departamento de Transportes dos EUA com relação à movimentação de materiais perigosos. Chip da Neuralink Arte/g1 Chip no cérebro anunciado por Elon Musk é marketing ou inovação? Chip no cérebro anunciado por Elon Musk é marketing ou inovação? Quase 10 anos depois, vestido que viralizou continua gerando polêmica Quase 10 anos depois, vestido que viralizou continua gerando polêmica Musk mostra robô da Tesla dobrando camiseta Musk mostra robô da Tesla dobrando camiseta

Lockbit, uma das maiores gangues de crimes cibernéticos do mundo, é alvo de operação internacional


Grupo fazia ataques de ransomware em várias empresas do mundo. Só nos EUA, os criminosos atingiram mais de 1.700 companhias em quase todos os setores. Captura de tela tirada em 19 de fevereiro de 2024 mostra um aviso de remoção que um grupo de agências de inteligência globais emitiu para um site obscuro chamado Lockbit. Reprodução/Reuters A Lockbit, uma das maiores gangue de crimes cibernéticos do mundo, foi alvo de uma rara operação internacional nesta segunda-feira (19), confirmaram autoridades dos Estados Unidos e do Reino Unido (veja como eles atuavam). A operação foi coordenada pela Agência Nacional do Crime da Grã-Bretanha, pelo Federal Bureau of Investigation (FBI), dos EUA, pela Europol e por uma coalizão de agências policiais internacionais. Autoridades dos Estados Unidos, onde o Lockbit atingiu mais de 1.700 empresas em quase todos os setores, desde serviços financeiros e alimentos até escolas, transportes e departamentos governamentais, descreveram o grupo como a maior ameaça de ransomware do mundo. Ransomware é um tipo de vírus que sequestra o conteúdo do computador da vítima e cobra um valor pelo resgate. Um representante da Lockbit não respondeu às mensagens da Reuters pedindo comentários, mas postou mensagens em um aplicativo de mensagens criptografadas dizendo que tinha servidores de backup não afetados pela ação policial. O FBI não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários. A postagem nomeou outras organizações policiais internacionais da França, Japão, Suíça, Canadá, Austrália, Suécia, Holanda, Finlândia e Alemanha. Como a Lockbit atuava A Lockbit e suas afiliadas invadiram algumas das maiores organizações do mundo nos últimos meses. A gangue ganha dinheiro roubando dados confidenciais e ameaçando vazá-los se as vítimas não pagarem um resgate exorbitante. Suas afiliadas são grupos criminosos com ideias semelhantes e a Lockbit recrutava elas para realizar ataques usando suas ferramentas de extorsão digital. A Lockbit ganha dinheiro coagindo seus alvos a pagar resgate para descriptografar ou desbloquear esses dados com uma chave digital. "Eles são o Walmart de ransomware e administram o esquema como um negócio – é isso que os torna diferentes", disse Jon DiMaggio, estrategista-chefe de segurança da Analyst1, uma empresa de segurança cibernética com sede nos EUA. "Eles são sem dúvida a maior equipe de ransomware da atualidade", completou. Don Smith, vice-presidente da Secureworks, um braço da Dell, disse que a Lockbit era a operadora de ransomware mais prolífica e dominante em um mercado clandestino altamente competitivo. O grupo foi descoberto em 2020, quando seu software malicioso de mesmo nome foi encontrado em fóruns de crimes cibernéticos em russo, levando alguns analistas de segurança a acreditar que a gangue está baseada na Rússia. No entanto, ela não declarou apoio a governos e nenhum país o atribuiu formalmente a um Estado-nação. Em seu extinto site na darkweb, o grupo disse que estava "localizado na Holanda, completamente apolítico e interessado apenas em dinheiro". Antes de ser retirado, o site da Lockbit exibia uma galeria cada vez maior de organizações de vítimas, atualizada quase diariamente. Ao lado de seus nomes havia relógios digitais que mostravam o número de dias restantes para o prazo dado a cada organização para efetuar o pagamento do resgate. 'Ação de hoje é altamente significativa' De acordo com o vx-underground, um site de pesquisa de segurança cibernética, a Lockbit disse em um comunicado em russo e compartilhado no Tox, um aplicativo de mensagens criptografadas, que o FBI atingiu seus servidores que rodam na linguagem de programação PHP. No X (ex-Twitter), as capturas de tela compartilhadas pelo vx-underground mostram que o painel de controle usado pelas afiliadas da Lockbit para lançar ataques agora exibem uma mensagem das autoridades policiais: “Temos o código-fonte, detalhes das vítimas que você atacou, a quantidade de dinheiro extorquido, os dados roubados, chats e muito, muito mais". "A Lockbit tinha uma participação de 25% no mercado de ransomware. Seu rival mais próximo era o Blackcat, com cerca de 8,5%, e depois disso realmente começa a se fragmentar”, disse Smith, da Dell. "O Lockbit superou todos os outros grupos e a ação de hoje é altamente significativa", completou. LEIA TAMBÉM: Por que empregos nas gigantes de tecnologia perderam o encanto Chips em alta: por que a Nvidia está crescendo mais do que 'big techs' Robô da criadora do ChatGPT que gera vídeos com IA a partir de textos comete gafes Robô que faz vídeo com inteligência artificial comete gafes Robô que faz vídeo com inteligência artificial comete gafes Saiba se está sendo vigiado: veja sinais um celular infectado com aplicativo espião Saiba se está sendo vigiado: veja sinais um celular infectado com aplicativo espião Segurança da informação em alta: veja como entrar no setor Segurança da informação em alta: veja como entrar no setor

sábado, 17 de fevereiro de 2024

Por que empregos nas gigantes de tecnologia perderam o encanto


Um dia considerada a melhor indústria para se trabalhar, as Big Techs veem sua estrela manchada, em meio a demissões em massa e cortes de gastos, levando funcionários do setor a refletir sobre seus próximos passos. Os primeiros sinais de desaceleração surgiram em março de 2022, com o aumento da inflação e das taxas de juros restringindo o crescimento das empresas Getty Images Um dia consideradas o ápice da carreira na área, as vagas nas chamadas Big Techs (gigantes da tecnologia) têm perdido o brilho. Demissões em massa e cortes de gastos têm levado funcionários das gigantes da tecnologia a repensar seus próximos passos. Michael conta que começou na empresa em que hoje trabalha na primavera de 2021 querendo se provar ao lado dos melhores engenheiros de software do mundo. "Eles fazem alguns projetos muito complexos. Quando você se junta a eles, você supostamente está se juntando aos melhores. Você sente que está trabalhando em um lugar que aumenta o valor da sua marca como pessoa", diz. Inicialmente, tudo correu bem. Michael diz que conseguiu trabalhar em projetos de alto impacto, mostrando seu valor para desenvolvedores seniores. Os benefícios também ajudavam. "Era uma Big Tech típica, que oferecia enormes benefícios, com um ótimo equilíbrio entre trabalho e vida pessoal", diz ele. "Em comparação com meus empregadores anteriores, era uma maravilha: tinha comida gratuita, verba de bem-estar e seguro de saúde. E as pessoas eram incríveis - era um ambiente de trabalho agradável, embora às vezes parecesse uma seita." Mas o primeiro sinal de que algo começava a mudar veio em março de 2022. Em meio à desaceleração econômica, o serviço de lavanderia gratuito foi retirado. Logo vieram mais cortes - o horário dos jantares para os trabalhadores que estavam no final do horário mudou e passou a conflitar com o último transporte gratuito saindo do campus de Nova York. Assim, os funcionários passaram a ter que escolher entre jantar ou ganhar carona para casa. "As pessoas reclamaram - especialmente os mais jovens. Era um ambiente de muito mimo." Meses depois, cortes nos benefícios foram seguidos por cortes de funcionários - Michael foi um dos 11 mil funcionários demitidos em novembro daquele ano, em meio a uma desaceleração mais ampla do setor de tecnologia. Seu próximo passo foi deixar o universo das gigantes da tecnologia completamente. Ele agora trabalha em finanças, em um grande banco de investimento. É um trabalho que ainda oferece projetos interessantes, diz Michael, e ele sente que tem uma segurança de emprego maior. "Se você tivesse me perguntado antes, eu teria dito que trabalharia para outra empresa das cinco gigantes em seguida. Mas há todo um mundo fora da Big Tech." Até pouco tempo, vagas em tecnologia - especialmente entre os principais nomes como Meta (dona do Facebook e Whatsapp), Alphabet (grupos de empresas do Google) e Amazon - estavam entre os empregos mais desejáveis disponíveis, oferecendo aos candidatos salários de seis dígitos, benefícios luxuosos e a perspectiva de estar na vanguarda da inovação. Mas desde o verão de 2022 o setor está cheio de cortes, demissões e incertezas. Em alguns casos, as empresas também restringiram o trabalho remoto, tornando o retorno ao escritório uma questão disciplinar. Uma recuperação parece distante. De acordo com o site que analisa a indústria Layoffs.fyi, 23.670 trabalhadores foram demitidos em 85 empresas de tecnologia apenas em janeiro de 2024, incluindo Microsoft, Amazon, eBay e Google. E alguns trabalhadores estão começando a procurar empregos fora do setor em que um dia já competiram para fazer parte. 'A tecnologia era o lugar para se estar' Antes das demissões, as empresas de tecnologia eram mais conhecidas por uma cultura de oferecer aos funcionários benefícios gratuitos e comodidades premium em escritórios de alto nível. Comida no escritório, academia, salas de jogos e de meditação eram uma forma de manter os trabalhadores no local pelo maior tempo possível. Mas também funcionavam como meio de atrair talentos. Scott Dobroski, especialista em tendências de carreira da Indeed, em São Francisco, diz que os candidatos, especialmente em tecnologia, conectam-se com a marca do empregador e a cultura da empresa. Isso mudou após a pandemia. À medida que a economia vacilou na primavera de 2022, o aumento da inflação e das taxas de juros restringiu o crescimento das empresas. Isso inicialmente levou a congelamentos de contratações e, em seguida, a demissões em todo o setor no final de 2022, que seguem acontecendo. "A pandemia de Covid-19 foi um acontecimento único que mudou a trajetória das empresas, superestimando a demanda e as contratações", diz Dobroski. "Depois de sair muito forte em 2021, as empresas de tecnologia tiveram que, de repente, recuar no recrutamento." Consequentemente, o setor de tecnologia tornou-se menos desejável para muitos trabalhadores, de acordo com os Melhores Empregos do Indeed de 2024. Medido por salário, flexibilidade e crescimento, apenas três em seu top 25 são funções de tecnologia, contra 11 da edição de 2023. "Embora os empregos de tecnologia continuem oferecendo altos salários e níveis acima da média de trabalho flexível, eles caíram significativamente em termos de crescimento", diz Dobroski. "Candidatos normalmente querem se juntar a empresas que estão florescendo, nas quais sentem que podem crescer. Mas quando as demissões são anunciadas, isso não apenas reduz as oportunidades de mudança no mercado de trabalho - prejudica a reputação dos empregadores e sinaliza incerteza." Não é apenas quem está em busca de um emprego que se afasta. Aqueles que atualmente trabalham no setor relatam desencantamento. Alessandra trabalha para uma empresa da tecnologia blockchain em Londres. Ela diz que escolheu o setor após entrar pela primeira vez na sede de seu empregador como estagiária. "Fiquei impressionada com o escritório - fez parecer que a tecnologia era o lugar para se estar. A natureza rápida e inovadora foi o que mais chamou minha atenção: como se eu pudesse fazer parte de algo novo." Como muitas no setor, a empresa de Alessandra foi afetada pela desaceleração da tecnologia. Em fevereiro de 2023, um dos produtos de blockchain deixou de ser oferecido. As demissões continuaram desde então - sua equipe já foi reduzida em cinco vezes. Os funcionários também são obrigados a ir ao escritório três dias por semana, ou lidar com as consequências. "Meu dia alterna entre ser super intenso, quando parece que as coisas estão 'decolando', e longos períodos de não fazer absolutamente nada", diz ela. Sua desilusão se estende para além de sua empresa e da própria indústria. "Aparentemente, é uma questão de sorte em qualquer parte da tecnologia em que você caia. No momento, a IA está decolando, então todos os outros sentem que estão sendo deixados para trás. Não é apenas a minha empresa: o mercado não sabe o que precisa fazer para ter sucesso, ou para onde está indo. Eu não me sinto mais inspirada, ou com aquela animação de quando entrei no escritório pela primeira vez." Aqueles que permanecem na indústria da tecnologia relatam desencantamento Getty Images 'Os dias de glória voltarão' Dobroski acredita que a empolgação com os empregos no setor de tecnologia só retornará quando a economia se recuperar totalmente, as demissões terminarem e as empresas retomarem a contratação em massa. Até lá, apenas certos papéis permanecem cobiçados. "A história já mostrou que, quando há crescimento de emprego, esse é o sinal de que há oportunidades para candidatos", diz ele. "Por hora, existem áreas dentro da indústria que ainda são muito atraentes para talentos de tecnologia, como equipes de IA entre Big Tech e start-ups." Embora ele tenha deixado a indústria, Michael diz que ainda trabalharia para uma empresa de Big Tech no futuro. "Os benefícios são ótimos, e você é levado a trabalhar em grandes problemas que um dia pode apontar e dizer: 'eu desenvolvi isso'. Os dias de glória voltarão: alguns anos após a desaceleração econômica e voltaremos a 2021. Talentos da tecnologia sempre serão escassos." Mas, por enquanto, muitos trabalhadores de tecnologia estão começando a buscar vagas em outros lugares. "A maioria dos meus colegas sente o mesmo: estamos trabalhando para algo que não vai a lugar algum", diz Alessandra. "E depois de ver tantos colegas próximos serem demitidos de repente ou pedirem demissão, perdemos a fé no que estamos tentando alcançar. A maioria de nós está planejando a estratégia de saída da empresa - e alguns até mesmo da indústria." Demissões na Meta: por que empresas de tecnologia estão vivendo 'tempestade perfeita' Por que empresas de tecnologia estão sofrendo perdas históricas na Bolsa americana Por que gigantes da tecnologia estão demitindo em massa

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...