quarta-feira, 10 de abril de 2024

Nazismo na Alemanha, racismo na Bélgica: outras ações judiciais alvos de comentários de Musk no X em 2024


Bilionário, que no fim de semana ameaçou descumprir decisões do STF, também compartilhou fake news sobre sistema eleitoral dos EUA e foi desmentido por autoridades de 3 estados americanos. Elon Musk, em junho de 2023, em Paris, na França REUTERS/Gonzalo Fuentes Antes de atacar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e ameaçar descumprir decisões judiciais, Elon Musk usou o X (antigo Twitter), do qual é dono, para questionar a condenação de um político da Bélgica por compartilhar memes racistas, e uma ação alemã contra um político que usou slogan nazista. Musk também usou o X para compartilhar uma mensagem falsa sobre o sistema eleitoral americano que foi desmentida por governos de três estados. Para Pablo Ortellado, professor da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador das redes sociais, os ataques ao STF são mais graves – por embutirem uma ameaça de descumprimento de decisão judicial. Veja mais sobre os três casos abaixo e, a seguir, a avaliação do especialista. 🔴12 de março: Musk questiona condenação por racismo na Bélgica O ex-parlamentar e ativista de extrema direita belga Dries Van Langenhove foi condenado a 1 ano de prisão por espalhar conteúdos racistas e nazistas por meio de um aplicativo de conversas. Os conteúdos, segundo a agência de notícias Associated Press, incluíam piadas macabras sobre diversos temas, da fome na África aos campos de concentração do Holocausto. “O réu elogiou a ideologia nazista, que causou e continua a causar sofrimento incalculável a inúmeras pessoas. O processo mostrou que ele quer minar a sociedade democrática e substituí-la por um modelo social de supremacia branca”, afirmou o juiz Jan Van den Berghe, segundo a agência de notícias Associated Press. No dia 12 de março, Musk usou uma publicação do político no X para perguntar se mais alguém havia sido condenado a prisão por "enviar esse meme em um grupo de conversa", e retuitou uma publicação de uma ativista holandesa de extrema direita que chamou a condenação de “tirania total". Após as postagens do bilionário, o secretário de estado belga para a Recuperação Econômica e Investimentos Estratégicos, Thomas Dermine, respondeu, ainda no X, que "na Bélgica, o racismo não é uma opinião. É um crime", e acrescentou que "a liberdade de expressão termina onde o ódio começa”. 🔴6 de abril: Musk pergunta 'por que é ilegal' usar slogan nazista Em 6 de abril, Björn Höcke, líder da ala mais radical do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), escreveu no X que seria julgado na cidade alemã de Halle por uma citação em que, segundo o político, "expressou seu patriotismo incorretamente". Höcke vai ser julgado por ter usado, em um evento de campanha de 2021, a frase “Tudo pela Alemanha” – lema de um movimento paramilitar nazista, segundo a agência de notícias alemã Deutsche Welle. O político investigado alega que a frase foi “tirada de contexto”. No mesmo dia, Musk perguntou, também no X: "por que isso é ilegal?" Na Alemanha, qualquer apologia ao nazismo é crime. O Código Penal alemão proíbe negar publicamente o Holocausto e divulgar propaganda nazista. Isso inclui compartilhar imagens como suásticas, usar um uniforme da SS e fazer declarações apoiando a ideologia nacional-socialista. 🔴2 de abril: Musk compartilha fake sobre sistema eleitoral dos EUA Em 2 de abril, Musk compartilhou um post de uma conta anônima que afirmava haver fraude no sistema eleitoral americano. A mensagem afirmava, falsamente, que havia um crescimento no número de eleitores que se registraram com documentos de identidade sem foto no Texas, no Arizona e na Pensilvânia. O texto indicava que esse seria um caminho para que imigrantes ilegais participassem das eleições nos EUA. No mesmo dia, Donald Trump – o virtual candidato republicano à Presidência em 2024 – repercutiu o assunto em sua rede social. “Quem são todos aqueles eleitores que se registraram sem documento de identidade com foto no Texas, Pensilvânia e Arizona??? O que está acontecendo???”. No dia seguinte, a secretária de estado do Texas, Jane Nelson, desmentiu as alegações e os números divulgados pela conta anônima. O governo da Pensilvânia também negou o texto falso. “Os dados citados em uma postagem viral em uma mídia social em abril de 2024 NÃO representam o número de eleitores recém-registrados na Pensilvânia, e qualquer afirmação em contrário é falsa”. Stephen Richer, que faz parte da administração eleitoral do estado do Arizona, também respondeu a Musk, desmentindo os números alardeados. Musk não se retratou ou apagou o post. Ataques no Brasil são mais graves, afirma pesquisador Para Pablo Ortellado, professor da USP e coordenador do Monitor do Debate Político Digital, o ataque de Musk às instituições brasileiras é mais grave do que esses outros três episódios. Em suas publicações, Musk ameaçou descumprir decisões de Moares, chamou o ministro "ditador brutal". Para o pesquisador, nas postagens sobre Alemanha, Bégica e EUA, Musk "está sendo um tuiteiro, meio troll, que é o que ele é né?" "Aqui não, ele deu um passo a mais, ele claramente disse que vai descumprir uma ordem judicial”, ressalta Ortellado. Para o pesquisador, as ações de Musk nesses casos "tem a ver com a posição da direita com a ideia de que os sistemas constitucionais defendem demais as minorias e limitam as maiorias". Guga Chacra: por que Musk não critica a China e a Arábia Saudita Musk já se declarou um "absolutista da liberdade de expressão", e estudos indicam que, após a compra do antigo Twitter pelo bilionário, o discurso de ódio cresceu na plataforma. Para Guga Chacra, comentarista e mestre em relações internacionais pela Columbia University de Nova York, Musk é hipócrita ao dizer que defende a liberdade de expressão. "A gente não pode esquecer que ele fabrica a Tesla na China, a China proíbe o Twitter, e ele jamais ousou fazer uma crítica a China", afirma Chacra. "A Arábia Saudita condena as pessoas a [vários] anos e até a décadas na prisão por posts críticos ao esquartejador [príncipe herdeiro da Arábia Saudita] Mohammed bin Salman. O Elon Musk jamais ousou questionar, criticar, citar de forma minimamente negativa o esquartejador Mohammed bin Salman." Salman é acusado de ser responsável pela morte do jornalista Jamal Khashoggi, que foi esquartejado em 2018 na embaixada da Arábia Saudita na Turquia. 'É um hipócrita que morre de medo das ditaduras da China e da Arábia Saudita', diz Guga Chacra ao analisar polêmica criada por Elon Musk Veja outras polêmicas de Elon Musk envolvendo autoridades e decisões judiciais

'Pode ser mais complicado para quem está iniciando', diz cientista de dados sobre a profissão do momento


Setor é fundamental para inteligência artificial, mas ainda faltam pessoas qualificadas e nem todas as empresas têm olhado com atenção para esse universo, segundo quem está na área. 'Pode ser mais complicado para quem está iniciando', diz cientista dados sobre setor Gustavo Ramos/Arquivo Pessoal O paraense Gustavo Ramos, de 27 anos, é um cientista de dados, uma das profissões que estão no auge no mundo da TI (tecnologia da informação), principalmente por ser muito ligada à inteligência artificial. Formado em matemática, ele chegou a dar aulas em uma escola. E o domínio com números e estatísticas contribuiu para o aprendizado e a migração para a ciência de dados, no ano passado. Enquanto batalha por um emprego fixo, Gustavo aposta em trabalhos remotos e mantém uma comunidade on-line chamada "Açaí com Dados", para troca de ideias sobre o setor e para promover a profissão na Região Norte. O QUE FAZ? O cientista é responsável por trazer destaques e soluções para a empresa a partir do que é coletado pelo engenheiro de dados. Então, a estatística está muito presente no dia a dia desses profissionais, o que foi favorável para Gustavo. Cientistas de dados também trabalham mais próximo da inteligência artificial generativa, um tipo de IA capaz de criar novos conteúdos a partir de ferramentas como o ChatGPT. Daí a carreira estar em ascensão. Dados obtidos pelo g1 com a plataforma de empregos Catho mostram que a média salarial em 2024 para o cientista de dados está em R$ 7.801. Comparada a outras carreiras da área de dados, como analista e engenheiro, é a que tem uma remuneração maior. A remuneração de um cientista, em nível intermediário, pode chegar a R$ 18.700 ao mês, aponta um estudo da consultoria Robert Half divulgado no fim de 2023. Para líderes, chega a R$ 24.100. A luta dos iniciantes Gustavo ainda luta para chegar a esses patamares. O primeiro "job" em TI foi conquistado ainda em 2023, junto a uma empresa de varejo, onde ele conseguiu tirar R$ 1.200. Como freelancer, atualmente ganha pouco mais de R$ 2 mil por mês e sonha em ter um emprego com contrato CLT. Mas diz ter dificuldades para encontrar oportunidades, pois muitas empresas preferem contratar quem já tem experiência. "Na minha situação atual, como eu divido as contas da casa com outra pessoa, o valor me atende bem, mas, claro, eu gostaria de ganhar mais", diz Gustavo. Para aumentar as chances, o paraense passou a estudar a linguagem de programação Python — uma das mais importantes para a área — e fez curso técnico de ciência de dados. Uma reportagem do g1 publicada no último domingo (7) deu mais dicas para quem quer entrar na ciência de dados e também em profissões correlatas, como de engenharia e de análise de dados. "Aqui na minha região, mesmo, não se encontra tanto emprego em dados. Por isso, eu tento procurar oportunidades remotas", conta Gustavo, que mora em Ananindeua, na região metropolitana de Belém. Ainda faltam investimentos O matemático também afirma que, mesmo com a área de dados em alta, muitas empresas ainda estão atrasadas no investimento, um cenário que é confirmado por Suelane Garcia Fontes, coordenadora técnica do centro de ciência de dados do Insper. Segundo ela, existe um movimento das empresas para olharem mais para os dados, mas ainda falta maturidade para o "como investir". "Muitas (empresas) contratam o cientista e acham que só ele é suficiente. Falta maturidade para entender como estruturar isso dentro da companhia. Às vezes, ela está tão incipiente que não pensa em ter o analista e o engenheiro", explica Suelane. A coordenadora também destaca o fato de a área ser muito nova e faltarem profissionais qualificados. "Você precisa estudar e se empenhar bastante porque o setor de tecnologia muda muito rápido. Para crescer (como cientista de dados), é preciso ter conhecimentos mais sólidos", recomenda. Bruna Zamith, especialista e cientista de dados da Amazon Brasil, alerta sobre a falta de diversidade no mercado. "De alguma forma, os dados deveriam refletir a realidade. Só que, para que eles reflitam a realidade, é preciso diversidade de informações e tem que evitar vieses", diz. "E, para que isso aconteça, a gente precisa de pessoas diversas trabalhando com dados, o que ainda é inexistente na área", finaliza. Segurança da informação em alta: veja como entrar no setor Segurança da informação em alta: veja como entrar no setor Programação em alta: veja como começar no setor  Programação em alta: veja como começar no setor

terça-feira, 9 de abril de 2024

Líderes da Câmara decidem mudar o relator e criar grupo para debater o projeto da regulação das redes

Líderes da Câmara decidiram em reunião nesta terça-feira (9) mudar o relator do projeto da Regulação das Redes Sociais e criar um grupo de trabalho para debater o texto. O primeiro relator do texto foi o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). A avaliação dos líderes é que Silva não conseguiu fazer o debate avançar e deixou seu texto se contaminar por polêmicas. Ainda não está definido quem será no novo relator. Também não foi estabelecido um prazo para o grupo de trabalho concluir os debates sobre o texto. A discussão sobre o projeto de lei (PL) da Regulação das Redes Sociais voltou com força ao Congresso após os ataques do dono do X (antigo Twitter) ao Judiciário brasileiro. Musk chamou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de ditador e ameaçou descumprir ordens da Justiça e reativar contas bloqueadas no X por terem divulgado informações falsas e ataques às instituições democráticas. Os bloqueios ocorreram no curso de inquéritos dos quais Moraes é o relator.

Elon Musk: de onde vem a fortuna do bilionário e quais empresas ele comanda


Uma das pessoas mais ricas do mundo, Musk ganha dinheiro com empresas de mídia social, aeroespacial, infraestrutura e automotiva. Atualmente, ele tem uma fortuna que se aproxima de US$ 200 bilhões. Elon Musk, presidente-executivo da Tesla, Paris, França 16/06/2023 REUTERS/Gonzalo Fuentes O nome do bilionário Elon Musk vem ganhando os holofotes no Brasil após ele ter feito postagens na rede social X, antigo Twitter, atacando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ameaças de descumprir ordens da Corte. Com uma fortuna avaliada em US$ 195 bilhões, Musk é, hoje, a segunda pessoa mais rica do planeta, segundo a Forbes. Ele só está atrás do francês Bernard Arnault, presidente do grupo de luxo LVMH, que administra a Louis Vuitton e a Sephora. Já na lista da Bloomberg, o bilionário é considerado o terceiro mais rico do mundo, com US$ 186 bilhões, atrás de Arnault e Jeff Bezos, fundador da Amazon. A riqueza de Musk vem de ao menos seis grandes empresas, como X, Tesla e SpaceX. Ele também teve participação em outras companhias, como a OpenAI, criadora do ChatGPT, que ele acabou deixando em 2018. A seguir, conheça os negócios de Musk e de onde vem sua fortuna. 🏤 Primeiras empresas de Musk Seu primeiro empreendimento foi a Zip2, uma empresa que criou em 1995 com seu irmão Kimbal e com o amigo Greg Kouri e que oferecia um diretório para encontrar empresas on-line. Ela foi vendida em 1999 para a Compaq. Pouco depois dessa venda, Musk fundou a X.com, que era uma empresa de serviços financeiros on-line e de e-mail. Um ano depois de criada, a companhia se fundiu com a Confinity, que tinha um serviço de transferência de dinheiro chamado PayPal – que acabou virando o nome do negócio. Entusiasta do bitcoin e de outras criptomoedas, ele também já se aventurou pelos ramos de energia solar, do transporte ultrarrápido, da internet via satélite e da neurociência. Leia também: 👨‍🦳 Quem é Elon Musk 🎧 O ASSUNTO: como o bilionário entrou na mira de Moraes Musk ataca a soberania nacional, diz secretário de políticas digitais do governo federal 🐦 X, antigo Twitter O Twitter é a empresa mais recente no portfólio de Elon Musk. A aquisição foi feita em 25 de abril de 2022 e, segundo a agência Reuters, o bilionário pagou US$ 44 bilhões pela rede social. Para levantar esse montante, Musk precisou de empréstimos e vendeu ações da Tesla, que passou a operar em queda na bolsa. De acordo com a CBC News, estima-se que, hoje, a plataforma vale cerca de 71% menos do que valia quando Musk a comprou, segundo uma avaliação de mercado divulgada em janeiro de 2024. Antes mesmo de adquiri-la, o empresário já era um usuário frequente do Twitter e, após a aquisição, prometeu "melhorias" na rede social. Segundo ele, a plataforma tinha um "potencial tremendo" e deveria ser uma espécie de "arena" de defesa da liberdade de expressão. Em maio de 2023, o bilionário escolheu Linda Yaccarino, ex-NBCUniversal, para assumir o cargo de presidente-executiva do Twitter. Musk passou a cuidar das áreas de design de produtos e novas tecnologias. 🚗 Tesla Desde 2004, Elon Musk é o maior acionista e o presidente-executivo da fabricante de carros elétricos fundada em 2003 pelos engenheiros Martin Eberhard e Marc Tarpenning. Diferente de outras empresas dele, a Tesla está listada na bolsa de valores de Nova York. Em 2021, era avaliada em cerca de US$ 700 bilhões e chegou, em alguns momentos, a ultrapassar montadoras tradicionais como Ford e General Motors, que têm números de produção e vendas muito maiores. Musk impulsionou a empresa a ponto de abrir uma fábrica na China, grande consumidora de carros elétricos, além da Alemanha. Com o braço Tesla Energy, a companhia também produz painéis para captação de energia solar. A Tesla ganhou notoriedade pela adoção de um polêmico sistema de semiautonomia para os carros, o Autopilot, que permite que eles dirijam sozinhos por um certo tempo, desde que o motorista mantenha as mãos no volante. Alguns acidentes e flagrantes de condutores dormindo a bordo desses veículos tornam o recurso bastante controverso até hoje. 🚀 SpaceX Em 2002, Musk fundou a SpaceX, voltada ao transporte aeroespacial. Ele também é o presidente-executivo da empresa. A SpaceX se especializou no desenvolvimento e lançamento de foguetes reutilizáveis, algo que não existia na indústria e que pode baratear as viagens. O primeiro lançamento de um foguete da companhia só aconteceu em 2008. Dez anos depois, a fim de testar seu foguete mais poderoso até então, Musk mandou um carro da Tesla para o espaço. Depois, passou a enviar satélites e também já transportou gente para fora da Terra. Em 2021, a SpaceX conquistou um marco importante no turismo espacial com o lançamento de 4 pessoas "comuns" à órbita da Terra – que até então só tinha recebido astronautas profissionais. O ricaço também faz planos para a colonização de Marte com a SpaceX. Para isso, desenvolve supernaves, como a Starship, com a qual realiza testes, ainda sem tripulantes, desde 2023. Em março, SpaceX fez seu melhor voo teste da Starship, maior nave do mundo 🛰️ Starlink A Starlink é um braço da SpaceX voltado para fornecimento de internet via satélite. Nesse segmento, Musk também concorre com Bezos e sua Blue Origin. Ambos trabalham nas chamadas "constelações de satélites", que têm o objetivo de levar conexão para áreas remotas em todo o planeta. A SpaceX está à frente na corrida e já lançou mais de 1.800 unidades. A empresa atua inclusive no Brasil, sobretudo na Amazônia. O Ibama já apontou que a expansão da tecnologia de Musk naquela também impulsiona atividades ilegais, como no garimpo. Quem é Elon Musk? 🧠 Neuralink A Neuralink é uma startup de neurociência de chips cerebrais cofundada por Musk em 2016. A empresa também tinha como criador o engenheiro Tim Hanson, que trabalhou por dois anos com o bilionário e saiu da empresa em 2018. O chip produzido pela Neuralink "conectar cérebros a computadores". O objetivo é que, no futuro, pessoas com limitações motoras possam controlar dispositivos eletrônicos, como computadores e celulares, apenas com o pensamento. Recentemente, Musk noticiou que a Neuralink fez seu primeiro implante de chip em um cérebro humano. A empresa não é a única a investir nesta tecnologia. O bilionário também tem a ambição de, mais à frente, usar o chip para alcançar a telepatia. Ele diz que isso ajudaria a humanidade a prevalecer em uma suposta guerra contra a inteligência artificial, mas especialistas adiantam que a prática não é viável. The Boring Company Musk possui ainda a The Boring Company, que projeta um sistema semelhante a um trem-bala que depende de um túnel modificado para atingir altas velocidades (sistema apelidado de "hyperloop"). Segundo o portal de tecnologia The Verge, a Boring Company começou perfurando em um estacionamento da SpaceX, na Califórnia (EUA). Agora, a empresa tenta promover os seus negócios em outras áreas e já conta com túneis em Los Angeles, Las Vegas e Chicago. O objetivo da empresa é aliviar e agilizar o tráfego de veículos em grandes cidades. Em 2022, a empresa valia quase US$ 6 bilhões, segundo a CNN norte-americana. Elon Musk ataca a soberania nacional, diz secretário de políticas digitais do governo federal Veja outras polêmicas de Elon Musk envolvendo autoridades e decisões judiciais O caso Musk e a regulação de redes sociais

Adeus ao tijolo, areia e reboco; entenda como é construída a casa impressa em 3D


Imóvel de 52m² com sala, banheiro e dois quartos custa R$ 120 mil. Segundo o Crea, construção deve seguir as mesmas determinações legais que obras tradicionais. Casa impressa em 3D tem 52m² Grupo Katz/Divulgação Já imaginou morar em uma casa sem ser construída com tijolo, areia e reboco? Essa realidade já é possível e tem um exemplar à mostra em Nova Lima, na Grande BH. O imóvel impresso em 3D tem acabamentos, louças e mobiliário – e custa R$ 120 mil. Como está sendo feita a primeira 'impressão' 3D de casa com dois andares dos EUA Bairro com casas feitas em impressora 3D começa a ser inaugurado no Texas De acordo com a empresa responsável pela construção, a técnica utilizada possibilita a criação de estruturas feitas a partir de microconcreto, matéria-prima que promete garantir mais resistência, durabilidade e economia. Segundo Daniel Katz, presidente do Grupo Katz e cofundador da Cosmos 3D, empresa responsável pela construção do protótipo, o primeiro imóvel vendido será construído na região da Costa do Descobrimento, na Bahia. Impressão Casa em 3D pode ter dois quartos ou um quarto e um escritório Grupo Katz/Divulgação A impressora usada na construção pesa quase três toneladas e ocupa um espaço de 11,91 metros de comprimento, 6,58 metros de largura e 4,22 metros de altura. A casa de 57m² tem sala, cozinha, banheiro, dois quartos – ou um quarto e um escritório. Por ser controlada por um software e um robô, a impressora chama a atenção pelo grau de precisão, reduzindo o desperdício a quase zero. Neste primeiro modelo foram necessários oito dias para a conclusão da obra, sendo quatro para o processo de impressão, dois para a montagem e outros dois para acabamentos e decorações. Mesmo sendo impressa, Katz disse que a obra precisa de fundação. “A Cosmos 3D está desenvolvendo o projeto de um prédio de até cinco pavimentos para habitação popular. A impressora oferece infinitas possibilidades de execução, para os mais variados projetos, o que oferece extrema flexibilidade de ideias para os clientes tanto para impressão de casas quanto para mobiliários e afins”, disse. Parede feita em microconcreto e impressa em 3D Grupo Katz/Divulgação Legislação O gerente do Departamento de Fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), Nicolau Neder, disse que, independentemente do tipo de obra, de alvenaria ou impressa em 3D, o trabalho tem que seguir determinações legais e da engenharia civil. Além disso, Neder falou que os projetos da fundação – relativo à estrutura do imóvel – e o arquitetônico precisam sempre de aprovação da prefeitura da cidade onde a obra será realizada. Na impressão 3D as regras não mudam. É preciso ter os projetos da fundação, arquitetônico, hidrossanitário e de eletricidade (leia mais abaixo). Modelo de casa impressa em 3D que custa R$ 120 mil Grupo Katz/Divulgação Responsável técnico Para a construção em 3D, Neder explicou que o responsável técnico também é uma das exigências mantidas. Ele falou ainda que o profissional que executa o projeto e a construtora têm que ser habilitados. O engenheiro salientou que todas os projetos de construção civil devem ter segurança, porque a técnica utilizada é de responsabilidade de quem executa o trabalho. “O profissional habilitado é a garantia de que o serviço será realizado da melhor forma possível”, ressaltou. O gerente disse também que toda construção deve apresentar projetos complementares, como o de eletricidade e o hidrossanitário (leia mais abaixo). Projeto de casa impressa em 3D é sustentável ambientalmente Grupo Katz/Divulgação Projetos Hidrossanitário O projeto hidrossanitário engloba toda a distribuição de água fria, água quente, esgoto e água pluvial na edificação. Ele é essencial para que a água que vem da concessionária chegue até as peças de utilização, como chuveiro e torneiras, por exemplo. Fundação O projeto de fundação é o responsável por garantir a estabilidade e a segurança da estrutura, seja ela uma casa, um prédio, uma ponte, etc. Arquitetônico O projeto arquitetônico ou projeto de arquitetura é a atividade técnica da criação de uma obra de arquitetura. Eletricidade O projeto de eletricidade garante a correta instalação elétrica em uma obra. Arquitetos e engenheiros devem seguir uma série de cálculos que são aplicados de acordo com as normas. Banheiro construído em impressão 3D Grupo Katz/Divulgação Vídeos mais assistidos do g1 Minas

Engenheira de dados desvenda desafios da área que está em alta: 'Parei de falar em demissão só no ano passado'


Apesar de salários que podem passar de R$ 20 mil, setor vive escassez de profissionais por falta de qualificação e exige bastante de quem está trabalhando nele. Gabrielle Azevedo, de 27 anos, é engenheira de dados Arquivo pessoal A brasiliense Gabrielle Azevedo, de 27 anos, é engenheira de dados em um app de delivery brasileiro, para o qual trabalha remotamente. Ela é responsável pela engenharia de plataformas, gerenciando a infraestrutura de ferramentas de visualização de dados da companhia. Gabrielle conta que, em vários momentos de sua carreira, pensou a pedir demissão do emprego porque sua área exige muito conhecimento — até por isso, esse setor vive uma escassez de profissionais (entenda mais abaixo). Outras pessoas procuradas pelo g1 e que trabalham com dados confirmam o que Gabrielle diz. Uma reportagem do g1 publicada no último domingo (7) contou que a engenharia de dados está em alta, oferece bons salários e como é trabalhar nesse cargo e em outros relacionados à área, como cientista e analista de dados. 🎲 O que faz um engenheiro de dados? É responsável por projetar, construir e gerenciar a infraestrutura de dados de uma organização. Esse profissional garante que os dados sejam disponíveis, confiáveis e estejam prontos para serem utilizados pelos demais times da empresa. A profissão é uma das mais procuradas pelas empresas, na área da TI (tecnologia da informação), segundo levantamento da consultoria Robert Half. 🤑 E o salário é alto mesmo? Dados obtidos pelo g1 com a plataforma de empregos Catho mostram que, em 2024, a média salarial do engenheiro de dados está em R$ 6.927. "Os engenheiros tiveram incremento salarial de 7% neste ano. Isso indica que as empresas estão investindo mais em estruturação, análise e engenharia de dados", diz Fabio Maeda, diretor da unidade de candidatos da plataforma de vagas. Para um profissional experiente, a remuneração média mensal fica em torno de R$ 24 mil, segundo a Robert Half. Dificuldades, estudo e crescimento Gabrielle começou a trabalhar no iFood como analista de dados, mas logo mudou para engenharia, por recomendação de um chefe. "Ele falou que engenharia seria mais interessante para mim e que eu tinha feito um bom trabalho até ali, me estimulando a migrar", conta. A jovem é formada em engenharia de produção pela Universidade de Brasília (UnB) e teve seu primeiro contato com dados em 2018, quando era estagiária da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Gabrielle em uma palestra de dados Arquivo pessoal Atualmente, Gabrielle recebe cerca de R$ 11 mil com carteira assinada (CLT) e reconhece que o salário nesse setor é realmente alto. No entanto, ela dá alguns alertas para quem pensa em investir nessa profissão. "Eu acho que o mais difícil é você conseguir entrar na área. Você precisa iniciar já sabendo de muita coisa, como construção de banco de dados, SQL, nuvem (cloud), versionamento de código e mais", descreve. Quem é do ramo lembra que nem sempre a graduação é o único caminho para trabalhar como analista, engenheiro ou cientista de dados. Cursos superiores podem ajudar a pessoa a ter uma base mais sólida, mas um primeiro contato com cursos disponíveis na internet já é algo vantajoso. "É preciso ter uma certa experiência. A curva de aprendizado também é bem maior do que as outras áreas da TI", completa. Veja mais dicas para começar em dados. Segundo Gabrielle, talvez, seja melhor iniciar em outra área de dados, como analista ou cientista, para depois migrar para a engenharia. O que fazem o cientista e o analista de dados Gabrielle também admite que não é uma área fácil nem para quem já tem alguma experiência. Como em outras áreas da TI, o estudo constante se torna essencial, porque tecnologia muda o tempo todo. "Eu gosto muito do que eu faço e da empresa onde trabalho, mas só no ano passado eu consegui parar em falar sobre demissão. A engenharia de dados cobra muito da gente", diz. "Parei de pensar em me demitir ao perceber que o mercado desacelerou, pagando menos em outros cargos. E a minha área está em alta e é muito difícil de entrar nela, ou seja, seria perder uma chance muito grande", reflete. "Então, só pensei que valeria a pena continuar tentando porque a empresa é ótima, meu time, também." É o fim da bolha? Vagas de tecnologia devem passar por uma desaceleração dos salários, dizem especialistas Quem já conseguiu se qualificar, passa a ficar mais exigente em relação às vagas. Esses profissionais muitas vezes são atraídos por companhias estrangeiras, que pagam em euro ou dólar, permitindo até que a pessoa trabalhe do Brasil. Esse tipo de oferta mais atraente faz com que o mercado interno tenha dificuldades para reter os talentos. "Quando vira sênior, você não quer mais trabalhar para companhias brasileiras porque dá para ganhar muito mais recebendo em dólar, e trabalhando do Brasil. Eu já recebi uma proposta para receber US$ 7 mil por mês de uma empresa gringa", diz Gabrielle. Segurança da informação em alta: veja como entrar no setor Segurança da informação em alta: veja como entrar no setor Programação em alta: veja como começar no setor  Programação em alta: veja como começar no setor  Jovens estão trocando o Google pelo TikTok na hora fazer pesquisas Jovens estão trocando o Google pelo TikTok na hora fazer pesquisas

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Quem é Elon Musk


Bilionário nascido na África do Sul é dono do X, antigo Twitter, desde 2022. Também comanda a fabricante de carros elétricos Tesla e a empresa SpaceX, de voos espaciais, que tem um braço dedicado à internet por satélite, a Starlink. Livro Elon Musk Reprodução/Globo Elon Musk, bilionário nascido na África do Sul, é figurinha constante na mídia por suas inúmeras polêmicas. Desde o último sábado (7) vem postando ataques ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ameaçando descumprir ordens da Corte na rede social X, antigo Twitter. Musk comprou o então Twitter em 2022 e uma de suas medidas foi trocar o nome que a plataforma teve por mais de 15 anos. Esta rede social já era usada pelo empresário como uma forma de ele se comunicar com o público e atacar desafetos, através do perfil que, atualmente, tem mais de 180 milhões de seguidores. Antes de ser dono do X, Musk já era famoso por estar à frente da fabricante de carros Tesla, uma das primeiras a apostar somente em modelos elétricos, e da SpaceX, empresa de voos espaciais. Com ela, o magnata tem planos para colonizar Marte. A SpaceX tem ainda um braço voltado à internet via satélite chamado Starlink, que já obteve autorização para funcionar no Brasil. Musk chegou a ser o homem mais rico do mundo. No último ranking anual da revista "Forbes", divulgado na semana passada, estava em segundo lugar, com um patrimônio avaliado em US$ 195 bilhões. Em 2023, sua biografia foi lançada pelo jornalista Walter Isaacson. Leia nesta reportagem: A trajetória de Musk Quais são as empresas do bilionário Teve 8 filhos, a mãe é TikToker e ele diz não ter casa Colecionador de polêmicas Por que Musk comprou o Twitter A trajetória de Musk Elon Musk em foto de 13 de agosto de 2021 Patrick Pleul/Reuters Filho mais velho de um sul-africano e de uma canadense de classe alta, Musk nasceu em Pretória, na África do Sul, em 1971. Ele já foi casado duas vezes e teve oito filhos. Musk viveu na África do Sul até 1989, quando se mudou para o Canadá pouco antes do seu aniversário de 18 anos. Começou a faculdade na Queen's University em Ontário, no Canadá, mas no meio da graduação se mudou para a Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, onde se naturalizou cidadão americano. É bacharel em física e economia. Musk aprendeu sozinho a programar e criou jogos na adolescência. Seu primeiro empreendimento foi a Zip2, uma empresa que criou em 1995 com seu irmão Kimbal e com o amigo Greg Kouri e que oferecia um diretório para encontrar empresas on-line. A companhia foi vendida em 1999 para a Compaq. Pouco depois dessa venda, Musk fundou a X.com, que era uma empresa de serviços financeiros on-line e de e-mail. Um ano depois de criada, a companhia se fundiu com a Confinity, que tinha um serviço de transferência de dinheiro chamado PayPal – que acabou virando o nome do negócio. Em outubro de 2002, a eBay adquiriu a PayPal por US$ 1,5 bilhão em ações. Em 2004, Musk se tornou o maior investidor e assumiu o comando da recém-fundada fabricante de carros elétricos Tesla, bem antes de montadoras tradicionais apostarem nesse tipo de veículo. Alguns meses antes, em 2002, Musk havia fundado a sua empresa mais ambiciosa: a SpaceX, de transporte aeroespacial. Entusiasta do bitcoin e de outras criptomoedas, ele também possui empreitadas nos ramos de energia solar, transporte ultrarrápido, internet via satélite e neuciência (leia mais abaixo). A primeira aparição de Musk no ranking dos bilionários da revista "Forbes" foi em 2012, com a fortuna estimada em US$ 2 bilhões. Além de ter chegado ao topo do ranking, em 2022, Musk foi eleito a "Personalidade do Ano" em 2021 pela revista "Time". Junto com seu sucesso como empreendedor, o magnata também ficou famoso por falar o que pensa no Twitter e utilizar a força de seus milhões de seguidores para movimentar até o mercado de ações — a Tesla é uma empresa de capital aberto. Em maio passado, durante uma aparição no programa americano "Saturday Night Live", Musk revelou que tem Síndrome de Asperger, um tipo de autismo leve. "Sei que disse ou postei coisas estranhas, mas é assim que meu cérebro funciona. Para qualquer pessoa que ofendi, só quero dizer: reinventei os carros elétricos e estou enviando pessoas a Marte em um foguete", declarou. "Vocês acharam que eu seria um cara normal e relaxado?" Voltar ao topo Quais são as empresas do bilionário TESLA Tesla inaugura fábrica em Xangai, na China Yilei Sun/Reuters Desde 2004, Elon Musk é o maior acionista e o presidente-executivo da fabricante de carros elétricos fundada em 2003 pelos engenheiros Martin Eberhard e Marc Tarpenning. Com sede em Austin, no Texas, nos EUA, a empresa entrou no ramo quando poucas marcas apostavam nesse tipo de veículo. O primeiro modelo foi lançado em 2009. A Tesla também ganhou notoriedade pela adoção de um polêmico sistema de semiautonomia para os carros, o Autopilot, que permite que eles dirijam sozinhos por um certo tempo, desde que o motorista mantenha as mãos no volante. Alguns acidentes e flagrantes de condutores dormindo a bordo desses veículos tornam o recurso bastante controverso até hoje. Musk impulsionou a empresa a crescer a ponto de abrir uma fábrica na China, grande consumidora de carros elétricos, além da Alemanha. Com o braço Tesla Energy, a companhia também produz painéis para captação de energia solar. Empresa com ações na bolsa de Nova York, a Tesla em alguns momentos ela chegou a ultrapassar montadoras tradicionais como Ford e General Motors, que têm números de produção e vendas muito maiores. SPACEX Missão da SpaceX em 2021 foi um marco para o turismo espacial AFP/Inspiration4 Antes de se juntar à Tesla, Musk fundou, em 2002, a empresa voltada ao transporte aeroespacial. Ele também é o presidente-executivo da SpaceX. O primeiro lançamento de um foguete da companhia só aconteceu em 2008. Dez anos depois, a fim de testar seu foguete mais poderoso até então, Musk mandou um carro da Tesla para o espaço. Além de enviar satélites, a SpaceX também manda pessoas para fora da Terra. Em 2021, ela conquistou um marco importante no turismo espacial com o lançamento de 4 pessoas "comuns" à órbita da Terra – que até então só tinha recebido astronautas profissionais. Musk não estava a bordo, mas, com o sucesso da missão, ofuscou de certa forma seus concorrentes no segmento, os também bilionários Jeff Bezos, dono na Amazon, e Richard Branson, da Virgin Galactic. Musk também faz planos para a colonização de Marte com a SpaceX. Para isso, desenvolve supernaves, como a Starship, com a qual realiza testes sem tripulantes desde 2023. STARLINK Primeiros satélites Starlink sobrevoam o observatório CTIO no Chile Tim Abott/CTIO É um braço da SpaceX voltado para fornecimento de internet via satélite. A empresa já foi autorizada a atuar inclusive no Brasil. Nesse segmento, Musk também concorre com Bezos e sua Blue Origin. Ambos trabalham nas chamadas "constelações de satélites", que têm o objetivo de levar conexão para áreas remotas em todo o planeta. A SpaceX está à frente na corrida e já lançou mais de 1.800 satélites. OUTROS NEGÓCIOS Musk possui ainda a The Boring Company, que projeta um sistema semelhante a um trem-bala que depende de um túnel modificado para atingir altas velocidades (sistema apelidado de "hyperloop"), a Open AI, de inteligência artificial, e a Neuralink, uma startup de neurociência que quer "conectar nossos cérebros a computadores". Recentemente, Musk noticiou que a Neuralink fez seu primeiro implante de chip em um cérebro humano. Voltar ao topo Pai de 8 filhos, mãe TikToker e sem casa própria Elon Musk postou foto do filho com a cantora Grimes em 2020 Reprodução/Twitter Musk também é famoso pelas excentricidades. Em 2020, deu o impronunciável nome de X AE A-XII a seu sétimo filho, com a então namorada, a cantora canadense Grimes. Dois anos depois, ela afirmou que teve também uma filha com Musk, chamada Exa Dark Sideræl Musk. O bilionário já tinha sido pai de cinco filhos do casamento com a autora de livros Justine Musk: os gêmeos Griffin and Xavier, nascidos em 2004, e os trigêmeos Damian, Saxon e Kai, em 2006. O primeiro bebê do casal sofreu morte súbita algumas semanas após o nascimento. Após se divorciar de Justine, Musk se casou com a atriz inglesa Talulah Riley, de quem também se separou. Em 2015, Musk tirou seus cinco filhos de uma prestigiada escola para crianças superdotadas e criou a Ad Astra, um centro privado de ensino em Los Angeles, nos EUA. Apesar de tantos investimentos, Musk diz que vive em imóveis de amigos: "Seria problemático se eu tivesse gastado bilhões de dólares em consumo pessoal. Na verdade eu nem possuo casa própria. Estou ficando em casa de amigos. Se eu for para a baía, onde tem a engenharia da Tesla, eu percorro por quartos vagos de casas de amigos. Eu não tenho iate, eu não tiro férias", afirmou. A mãe de Musk, Maye, também é frequentadora das redes sociais. Modelo, ela tem mais de 500 mil seguidores no Instagram, 60 mil no TikTok e 450 mil no Twitter,onde costuma defender o filho. Elon Musk e a mãe dele, Maye Musk, no Met Gala 2022 Dimitrios Kambouris / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP Voltar ao topo Colecionador de polêmicas Musk está longe de ser um ricaço discreto. Gosta de dar entrevistas e posta quase que diariamente no X. Já foi apresentador do programa de humor americano "Saturday night life", que só recruta celebridades, frequenta o baile Met Gala e já foi visto fumando um cigarro de maconha durante participação em um podcast transmitido ao vivo pelo YouTube. Elon Musk fumou cigarro de maconha durante entrevista ao podcast do comentarista de Joe Rogan, em setembro de 2018 Reprodução/YouTube No antigo Twitter, seu canal preferido para se comunicar com milhões de seguidores, dispara mensagens que podem causar terremotos nos mercados de ações e de criptomoedas. Ele já foi até punido por isso, após um post sobre a Tesla. Apesar de ser usuário superativo, Musk também sempre se mostrou um crítico das regras do Twitter. Ele entendeu, por exemplo que a rede social "censurou" Donald Trump ao bani-lo no começo de 2021. A medida foi tomada, segundo o Twitter, por violação de política de uso da plataforma depois da invasão do Capitólio promovida por apoiadores do ex-presidente que não aceitavam o resultado das eleições de 2020 — uma desconfiança que Trump alimentou em seus posts. Durante a pandemia, Musk também tuitou duvidando do coronavírus e criticando o lockdown e a obrigatoriedade da vacina. Um de seus bate-bocas mais famosos na rede foi com um mergulhador que fez parte da equipe que salvou crianças presas por 9 dias em uma caverna na Tailândia, em 2018. O caso comoveu o mundo. O bilionário disse que poderia ceder um minissubmarino da SpaceX para o resgate, que era difícil e delicado. Vernon Unsworth, o mergulhador, chamou a sugestão de "manobra de relações públicas" e disse que Musk poderia "enfiar o submarino onde dói". A partir daí, os dois trocaram agressões verbais a ponto de o empresário chamar Unsworth de pedófilo. O caso foi parar na Justiça. Veja mais polêmicas de Musk Voltar ao topo Por que Elon Musk comprou o Twitter Elon Musk e o Twitter: Uma relação antiga e polêmica Em março de 2022, o bilionário fez uma oferta de US$ 41,5 bilhões (cerca de R$ 205 bilhões) em dinheiro para assumir o controle total do Twitter. Ela não foi bem recebida pelos acionistas. Naquele mês ele já tinha comprado 9,2% da empresa, mas a operação só veio a público em abril, fazendo o preço das ações da plataforma subir. Logo depois, Musk rejeitou fazer parte do conselho de administração do Twitter, um direito que ele teria sendo um grande acionista. Quem são os maiores acionistas do Twitter O bilionário continuo insistindo na compra e um acordo foi anunciado em 25 de abril. Ele prevê que Musk pagará cerca de US$ 44 bilhões pelo Twitter e foi recebido bem pelo mercado, com valorização das ações. Para levantar o montante, Musk precisou de empréstimos e vendeu ações da Tesla, que passou a operar em queda na bolsa. Ainda em 2022, Musk chegou a suspender temporariamente o acordo, levantando suspeitas sobre o dado divulgado pelo próprio Twitter de que contas falsas representam apenas 5% do total da plataforma. As ações da rede social caíram naquela dia. Musk discutiu inclusive com o então presidente-executivo do Twitter sobre o tema, em seu perfil. Após o anúncio da compra, o bilionário prometeu que faria mudanças na moderação de conteúdo, o que gerou imediata preocupação com relação ao combate à desinformação. Ainda em 2022, Musk reativou a conta de Donald Trump após uma enquete ter resultado favorável ao ex-presidente americano. O perfil foi banido da rede em 2021 por violação das regras, após a invasão do Congresso por um grupo de apoiadores dele que não aceitavam o resultado das eleições de 2020 — uma desconfiança que Trump alimentou em seus posts. Ele chegou a dizer que não queria comprar o Twitter para "fazer dinheiro", mas, segundo a imprensa americana, disse aos bancos que emprestaram dinheiro para o negócio que poderia reduzir os salários dos executivos e do conselho da empresa, em um esforço para tirar custos da rede social, e desenvolveria novas maneiras de monetizar tuítes. Entre as medidas que tomou após a aquisição está a cobrança pelo selo de verificação de perfis, com a criação do plano pago Twitter Blue, suspensão de contas de jornalistas e rodadas de demissão em massa de funcionários, inclusive do então presidente-executivo. Musk ficou por 6 meses como CEO do Twitter, até nomear a atual ocupante do cargo, Linda Yaccarino. Sob a gestão dela, a rede social mudou de nome. Voltar ao topo Leia também outras curiosidades sobre Elon Musk: Seis segredos para o sucesso do homem mais rico do mundo A misteriosa e exclusiva escola criada por Musk para educar seus filhos Executivo diz que não tem casa própria e mora em imóveis de amigos Em post, bilionário desafia Putin para um duelo

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...