quinta-feira, 11 de julho de 2024

Banco Central alerta sobre vazamento de quase 40 mil chaves Pix de clientes da 99Pay


Empresa afirmou que as chaves foram 'indevidamente acessadas em um incidente recente de segurança'. Segundo o BC, não foram expostos dados sensíveis, como senhas e outras informações sigilosas. 99Pay Divulgação/99 O Banco Central (BC) emitiu um comunicado nesta quarta-feira (10) alertando sobre o vazamento de dados pessoais de chaves Pix de 39.088 clientes do banco digital 99Pay. O incidente ocorreu entre os dias 26 de junho e 2 de julho de 2024 e, segundo o BC, não foram expostos dados sensíveis de clientes, como senhas e outros dados sigilosos. Em nota enviada ao g1, a 99 disse que as "chaves Pix foram indevidamente acessadas em um incidente recente de segurança" e que o problema já foi resolvido. A empresa também ressaltou que "não foi exposto nenhum dado sensível"(leia o comunicado na íntegra ao final da reportagem). "A empresa já contatou seus usuários afetados, que representam cerca de 0,0003% de sua base, para oferecer esclarecimentos e apoio", completou. Segundo a apuração do BC, foram expostos nome de usuário, o CPF com máscara, a instituição de relacionamento, o número da conta e a agência. Apesar do número alto, o Banco Central considera o impacto desse vazamento como "baixo", porque não houve exposição de informações sensíveis. O Banco Central disse que iniciou uma apuração do caso e que irá "aplicar medidas sancionadoras previstas na regulação vigente". A instituição também ressaltou que os clientes afetados deverão ser notificados pela própria 99Pay nos canais de relacionamento do banco. O que diz a 99: "A 99Pay informa que, lamentavelmente, dados associados a um número reduzido de chaves Pix foram indevidamente acessados em um incidente recente de segurança, já sanado. Não foi exposto nenhum dado sensível, como senhas, informações de transações, saldos financeiros ou qualquer outra informação sigilosa bancária, não acarretando, portanto, em perdas financeiras de qualquer tipo. A empresa já contatou seus usuários afetados, que representam cerca de 0,0003% de sua base, para oferecer esclarecimentos e apoio. As demais pessoas que tiveram seus dados acessados, devido ao incidente, serão notificadas exclusivamente por meio do aplicativo, email ou pelo internet banking da sua própria instituição financeira. A 99Pay reforça seu compromisso com a segurança, a privacidade de dados e o combate às fraudes digitais como prioridade em todas as operações. Seus canais oficiais de atendimento seguem à disposição para responder dúvidas e orientar os usuários da melhor forma possível."

Musk diz que Neuralink vai retomar implantes cerebrais em humanos


Operações tinham sido pausadas após um problema com o primeiro paciente. Agora, o bilionário afirmou que a empresa resolveu essa questão e planeja inserir chips em ao menos seis humanos ainda este ano. Neuralink, do bilionário Elon Musk, realizou bateria de exames antes de implantar chip em seu primeiro paciente Reprodução/Neuralink O bilionário Elon Musk anunciou na quarta-feira (10) que a Neuralink retomará os implantes cerebrais em humanos, após resolver um problema que afetou a capacidade do primeiro paciente de mover o cursor de um computador com o pensamento, segundo informações da AFP. A empresa, cofundada por Musk em 2016, pretende desenvolver um canal de comunicação direta entre o cérebro e os computadores, inicialmente para devolver a autonomia a pessoas com necessidades médicas, especialmente com tetraplegia. Sua tecnologia, que promete no futuro "libertar o potencial humano", opera através de um dispositivo do tamanho de cinco moedas empilhadas que é inserido no cérebro por meio de cirurgia invasiva e permite controlar dispositivos com a mente (veja abaixo). "Agora, estamos passando para nosso segundo paciente. Mas esperamos, se tudo correr bem, ter mais de cinco ainda este ano", disse Musk em uma transmissão ao vivo no X (ex-Twitter). "Para a próxima fase de implementação, realmente queremos garantir que fazemos o máximo progresso possível entre cada paciente", completou. Em maio de 2023, a empresa recebeu luz verde da Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) para testes clínicos de seu implante. Em janeiro, a Neuralink inseriu seu primeiro implante cerebral em um humano, Noland Arbaugh, de 29 anos, tetraplégico após um acidente de mergulho. A empresa publicou em março um vídeo mostrando Noland jogando xadrez on-line usando sua mente, sem mencionar um detalhe: após a operação, alguns dos cabos revestidos de eletrodos haviam se retraído. Nolan Arbaugh foi a primeira pessoa a receber um implante do chip da Neuralink, do bilionário Elon Musk Reprodução/Neuralink Como eles servem para captar sinais neurais, o paciente perdeu temporariamente a capacidade de controlar o cursor da tela. A Neuralink informou em maio que resolveu o problema, particularmente melhorando o algoritmo para torná-lo mais sensível aos sinais. Agora, a empresa fez um balanço de seus progressos, incluindo a implantação de cabos em maior profundidade no cérebro para melhorar as capacidades dos pacientes. Musk reiterou em seu discurso que esta tecnologia dará "superpoderes" aos humanos. Segundo ele, a Neuralink pretende aumentar a largura de banda da conexão entre o cérebro e o computador, porque "para a simbiose entre humanos e inteligência artificial, é muito importante poder se comunicar a uma velocidade que a IA possa acompanhar". VÍDEO: Neuralink faz demonstração com 1º paciente a receber seu chip cerebral Neuralink faz demonstração com 1º paciente a receber seu chip cerebral Chip da Neuralink Arte/g1

quarta-feira, 10 de julho de 2024

Funcionários da Samsung estendem greve na Coreia do Sul e decisão pode afetar produção de vários produtos


Trabalhadores da fabricante sul-coreana pedem aumento salarial e bônus transparentes baseados no rendimento. Empresa nega que a fabricação de seus chips será afetada pela paralisação. Tradutor da nova Galaxy AI no celular Galaxy Z Flip6 Samsung/Divulgação Um sindicato que representa mais de 30 mil funcionários da Samsung na Coreia do Sul anunciou nesta quarta-feira (10) uma "greve geral por tempo indeterminado". Os trabalhadores da empresa defendem melhores salários, entre outras medidas. A greve, a maior na história da Samsung, aumenta a pressão sobre a empresa, que na semana passada anunciou a previsão de alta expressiva no lucro operacional no segundo trimestre. A Samsung é a maior fabricante de chips de memória do mundo e responsável por uma parte significativa da produção global de chips de última geração utilizados na inteligência artificial (IA) generativa. A paralisação na produção pode afetar a fabricação de muitos produtos que usam chips produzidos pela Samsung, apesar de a companhia ter negado essa possibilidade à AFP. Nesta quarta, a Samsung anunciou uma série de novidades em Paris. Entre elas, o Galaxy Ring, um anel inteligente que acompanha sono e exercícios do usuário. Também foram anunciados os novos dobráveis Z Flip6 e Z Fold6, e mais modelos. As reivindicações incluem aumento salarial de 5,6% para todos os integrantes do sindicato, bônus transparentes baseados no rendimento, compensações pelas perdas econômicas sofridas com a greve e um dia de folga na data de aniversário do sindicato. Mais de 5 mil membros do sindicato iniciaram na segunda-feira (8) uma paralisação geral de três dias como parte da luta por aumentos salariais e outros benefícios. "Declaramos uma segunda greve geral, por tempo indeterminado, a partir de 10 de julho, depois de compreender que a gerência não tem disposição para conversar depois da primeira greve", afirmou o Sindicato Nacional Samsung Electronics em um comunicado. O sindicato, que representa mais de 20% da força de trabalho da empresa, já realizou uma greve de 24 horas em junho, a primeira na história da empresa, que não tinha sindicato até 2019. "A Samsung garantirá que não aconteçam interrupções nas linhas de produção", declarou um porta-voz da empresa. "A empresa continua comprometida em manter negociações de boa-fé com o sindicato", acrescentou. A empresa está envolvida desde janeiro em negociações com o sindicato sobre salários e benefícios. A Samsung conseguiu impedir a sindicalização dos seus funcionários durante quase 50 anos - em alguns momentos com táticas consideradas cruéis, segundo os críticos -, enquanto se tornava a maior fabricante mundial de smartphones e semicondutores. O fundador da empresa, Lee Byung-chul, que faleceu em 1987, era contrário de modo veemente aos sindicatos e afirmava que nunca os permitiria. Depois da fundação do primeiro sindicato em 2019, Lee Jae-yong, neto do fundador e atual presidente da empresa, declarou o fim do princípio de não sindicalização em 2020. Samsung lança anel que monitora sono e atividades físicas Samsung lança anel que monitora sono e atividades físicas Samsung lança Galaxy S24 em três versões Samsung lança Galaxy S24 em três versões Lives do jogo do tigrinho, surgem em canais de YouTube sobre culinária e jogos infantis Lives do jogo do tigrinho, surgem em canais de YouTube sobre culinária e jogos infantis

Galaxy AI: Samsung lança novos recursos de inteligência artificial em celulares dobráveis


Relógios Galaxy Watch 7 e Watch Ultra e os fones sem fio Buds3 e Buds3 Pro também contam com funcionalidades de IA. Tradutor da nova Galaxy AI no celular Galaxy Z Flip6 Samsung/Divulgação Além do Galaxy Ring, a Samsung anunciou nesta quarta-feira (10) novos celulares dobráveis (Z Flip6 e Z Fold6), smartwatches (Galaxy Watch7 e Watch Ultra) e fones de ouvido sem fios (Buds3 e Buds3 Pro). 🤖 O que eles têm em comum? Novidades em recursos de inteligência artificial. A fabricante coreana lançou em janeiro a linha Galaxy S24 com funcionalidades de IA, como edição de fotos, criação de textos automáticos e buscar na web circulando itens na tela. O g1 teve acesso aos novos produtos e separou uma lista com as novidades em IA. 📱Nos celulares dobráveis Galaxy Z Flip6 e Galaxy Z Fold 6 Sistema de IA foi adaptado para a tela dobrável, utilizando o display externo. Modo “intérprete” permite conversar com tradução e transcrição do áudio em tempo real, com a tela interna mostrando o idioma original, e o externo, a outra língua. Tradutor pode “falar” se a pessoa estiver usando os fones Galaxy Buds3. Apps de terceiros (como WhatsApp e Google Meet) passam a ter suporte para tradução simultânea e acesso ao “chat inteligente” da Samsung, que ajuda a compor frases e que “entende” o contexto, criando respostas customizadas. Papéis de paredes criados com IA generativa, que podem ser criados com palavras-chave ou usando como base uma imagem já existente. A câmera do Z Flip6, agora com 50 mp de resolução, ganha recursos de IA com zoom automático e ajuste de ângulo da imagem, com funcionalidades do ProVisual Engine presente na linha Galaxy S24. ⌚️Nos smartwatches Galaxy Watch 7 e Watch Ultra Análise utilizando diversos indicadores para a “Pontuação de Saúde” (também presente no Galaxy Ring), que é definida com base em fatores como tempo e consistência de sono, horário de dormir e de acordar, total de atividades físicas do dia e medições de frequência cardíaca durante a noite. Recurso de “melhor performance”, que analisa 14 dias de exercícios físicos (como bicicleta ou corrida) e permite selecionar uma data para “competir” com seus próprios resultados. Apps de mensagens nos relógios, como WhatsApp e SMS, contam com respostas inteligentes que analisam o contexto da conversa e sugerem uma resposta automática. No Galaxy Watch Ultra, a IA (e o acelerômetro do relógio, sensor que mede a movimentação do corpo) consegue detectar quedas e acionar uma sirene de 86 decibéis (equivalente ao ruído de um secador de cabelos, por exemplo). Função similar está presente no concorrente Apple Watch Ultra. 🎧 Nos fones sem fio Galaxy Buds3 e Buds3 Pro Os fones de ouvido sem fios vêm com recursos de IA para otimização da qualidade do som, ajustes do equalizador e do cancelamento ativo de ruído (ANC). Se os fones forem usados com o Galaxy Z Flip6 ou Z Fold6, é possível ouvir a tradução em tempo real do modo “intérprete”. O Buds3 Pro tem um modo automático que detecta voz humana e a diferencia de barulhos. Segundo a Samsung, quando o usuário do fone começa a falar, o fone entra sozinho no modo de Som Ambiente e o volume da mídia sendo reproduzida é reduzido – a ideia é conversar sem precisar tirar os fones do ouvido. O cancelamento ativo de ruídos do Buds3 Pro se adapta ao ambiente também de forma automática, isolando ou não determinados sons. No exemplo citado pela Samsung, uma pessoa usando os fones na rua pode ouvir sons de sirene (que são um alerta), mas não os de uma obra na rua. Acessórios agora contam com um assistente de voz pessoal (que não é o Google Assistente ou a Samsung Bixby), que entende alguns comandos – por enquanto, somente em inglês e coreano –, como atender chamadas, aumentar o volume ou reproduzir música. Não é preciso usar um comando de ativação, basta dar a ordem. Recursos de IA no Galaxy S24 x iPhone 15

Galaxy Ring: anel inteligente que acompanha sono e exercícios chega ao Brasil neste semestre


Samsung também anunciou atualização na linha de celulares dobráveis, smartwatches e fones de ouvido sem fio, todos com recursos de inteligência artificial. Samsung Galaxy Ring Samsung/Divulgação A Samsung anunciou o lançamento do Galaxy Ring, seu primeiro anel inteligente, nesta quarta-feira (10). O produto chega ao Brasil ainda este ano em três cores: preto, dourado e prateado. 💍 O preço em reais ainda não foi divulgado pela companhia. O Galaxy Ring vai funcionar somente conectado a celulares e relógios da própria marca. A sincronia de dados será feita pelo app Samsung Health. 📲 Mas não é obrigatório ter um smartwatch, embora o uso do produto seja mais otimizado se estiver conectado a um Galaxy Watch 7 ou Galaxy Watch Ultra. Segundo a fabricante, a duração da bateria pode aumentar em 30% se os aparelhos forem usados em conjunto. “Isso permite uma análise mais precisa dos dados. Mas usar o anel apenas não perde nenhuma funcionalidade”, disse Rafael Araujo, gerente sênior de produtos da Samsung Brasil, ao g1. O anel tem 7 milímetros de largura por 2,6 mm de espessura. O peso varia entre 2,3 e 3 gramas, dependendo do tamanho. Serão 9 tamanhos disponíveis, para que o dispositivo caiba em dedos de tamanhos distintos. As medidas vão do 5 (pequeno) ao 13 (grande). Vale ressaltar que, conforme maior for o anel, mais tempo a bateria vai durar. De acordo com a fabricante, as durações estimadas são: Tamanhos 5, 6 e 7: 5 dias Tamanhos 8, 9, 10, 11: 6 dias Tamanhos 12 e 13: 7 dias O Galaxy Ring pode ser usado em qualquer dedo, mas a fabricante recomenda o uso no indicador. Galaxy Ring em uso com o app Samsung Health Divulgação 🫀Funcionalidades O anel é descrito pela Samsung como um “assistente de bem-estar”. Permite o monitoramento avançado do sono e acompanhar dados de saúde, incluindo ciclo menstrual e ovulação. Ao ser utilizado, detecta de forma automática caminhadas e corridas. O aparelho tem resistência a água de até 100 metros e pode ficar submerso em água doce por até 30 min. Pode ser utilizado para natação. Um dos recursos de inteligência artificial presentes no Galaxy Ring é a “Pontuação de Energia”, que avalia dados de sono, atividade e frequência cardíaca para indicar qual o nível de energia do dono do anel naquele momento. Essa funcionalidade também faz parte dos recém-anunciados Galaxy Watch 7 e Galaxy Watch Ultra e utiliza recursos de inteligência artificial para realizar o cálculo. O anel inteligente vai permitir comandar ações no celular, como dar dois toques com os dedos (indicador e polegar) para desativar um alarme ou tirar uma foto com o smartphone. Araujo comenta que essa funcionalidade deve ser ampliada com o tempo, permitindo realizar outras funções com o toque duplo. O anel da Samsung vem em um estojo de acrílico, com luzes indicadoras da recarga do dispositivo. A recarga pode ser feita usando um cabo USB-C com carregador de tomada ou uma base sem fios. Apesar do lançamento da Samsung, anéis inteligentes não são uma novidade. Companhias como a Oura, Circle e Ultrahuman já vendem acessórios similares no exterior. O Oura Ring original foi lançado em 2015, por exemplo, e está na sua terceira geração. 📱⌚️Outros lançamentos A companhia também anunciou novos celulares dobráveis (Z Flip6 e Z Fold6), smartwatches (Watch7 e Watch Ultra) e fones de ouvido sem fios (Buds 3 e 3 Pro), todos com recursos de inteligência artificial integrados. Os produtos entram em pré-venda a partir desta quarta (10) no Brasil. Os celulares chegam às lojas no dia 22 de julho, com preços que começam em R$ 7.999 para o Z Flip6 e R$ 13.799 para o Z Fold6. Os fones serão vendidos por R$ 1.699 (Galaxy Buds3) e R$ 2.199 (Buds3 Pro), chegando às lojas a partir de 15 de julho. Os valores dos smartwatches começam em R$ 2.499 (Galaxy Watch 7) e R$ 4.999 (Galaxy Watch Ultra). Os relógios estarão disponíveis a partir de 8 de agosto. Galaxy Z Flip6 Samsung/Divulgação Galaxy Z Fold6 e Galaxy Watch Ultra Samsung/Divulgação Fones Galaxy Buds3 Pro Samsung/Divulgação

Órgão ligado ao governo prorroga prazo para Meta informar que parou de usar de dados de usuários para treinar inteligência artificial


ANPD manteve ordem para empresa suspender prática e vai analisar pedido de reconsideração. Meta disse, na semana passada, estar 'desapontada' com a decisão anterior. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) decidiu prorrogar o prazo dado à Meta – big tech responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp – para a empresa suspender, no Brasil, a validade da nova política de privacidade da empresa sobre o uso dos dados pessoais dos usuários. O órgão é uma autarquia federal ligada ao Ministério da Justiça. Pela primeira decisão, do dia 2 de julho, a Meta tinha cinco dias para dizer ao governo que tinha suspendido a política – e comprovar a suspensão. O prazo foi renovado nesta quarta-feira (10) por mais cinco dias. Os novos termos de uso passaram a permitir que a empresa use dados de publicações abertas de usuários, como fotos e textos, para treinar sistemas de inteligência artificial (IA) generativa. ⚠️ Por que isso importa? Porque o conteúdo que milhões de pessoas postam no Instagram e no Facebook está servindo para treinar inteligência artificial sem a empresa oferecer contrapartidas, nem informações detalhadas sobre onde a ferramenta poderá ser usada. A prática foi alvo de questionamento na Europa e, no Brasil, pelo Instituto de Defesa de Consumidores (Idec). Meta passa a coletar dados das redes para IA. Saiba passo a passo para desativar Na nova decisão, a ANPD também adiou a análise do recurso da Meta que tenta derrubar a decisão por completo – ou seja, liberar o uso dos dados para treinar os sistemas de IA da empresa. O adiamento vale "até a realização de análise técnica das medidas propostas e apresentação de plano de conformidade pela Meta, com a especificação de prazos concretos para a implementação das medidas [...] ou de documentação que comprove a sua entrada em vigor". Em nota divulgada na semana passada, quando a ANPD determinou a suspensão da política de privacidade, a Meta disse estar "desapontada" com a decisão. A empresa defende que sua abordagem para a inteligência artificial está de acordo com a legislação brasileira. "Treinamento de IA não é algo único dos nossos serviços, e somos mais transparentes do que muitos participantes nessa indústria que têm usado conteúdos públicos para treinar seus modelos e produtos," diz o comunicado. "Nossa abordagem cumpre com as leis de privacidade e regulações no Brasil, e continuaremos a trabalhar com a ANPD para endereçar suas dúvidas. Isso é um retrocesso para a inovação e a competividade no desenvolvimento de IA, e atrasa a chegada de benefícios da IA para as pessoas no Brasil", prossegue a Meta. O que a Meta diz sobre a coleta de dados para treinar IA e como desativar Por que a prática está sendo questionada? Como impedir Instagram e Facebook de usarem suas fotos para treinar IA 'Balanceamento' de interesses A ANPD também definiu, na nova decisão, prazo de 10 dias para a conclusão de um teste de balanceamento sobre a nova política de dados da Meta e de seus serviços. Esse teste é definido em manuais da própria Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) como uma ponderação sobre o que deve prevalecer: os interesses de uma empresa ou cidadão ao usar dados de outras pessoas, ou os direitos e liberdades fundamentais dos titulares desses dados. "O que a LGPD [Lei Geral de Proteção de Dados] exige não é o impacto zero, mas, sim, que eventuais impactos sejam minimizados e levados em consideração na adoção de salvaguardas a fim de assegurar que, no caso concreto, os interesses que justificam a realização do tratamento são compatíveis com o respeito aos direitos e as liberdades fundamentais do titular", diz um guia da ANPD sobre o tema publicado em fevereiro. O passo a passo para desativar a coleta de informações no Instagram g1 Grupo Globo atualiza princípios editoriais para incluir uso de inteligência artificial

terça-feira, 9 de julho de 2024

ANPD rejeita recurso da Meta e mantém decisão que obriga suspensão do uso de dados de brasileiros para treinar IA


Órgão ligado ao Ministério da Justiça deu mais prazo para envio de documentação e afirmou que só fará reconsideração da decisão após análise técnica. Agência estipulou multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento. Meta Inteligência Artificial REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) negou um recurso da Meta e manteve a decisão que obriga a empresa a suspender o uso de dados de brasileiros para treinar inteligência artificial (IA). Um despacho foi publicado nesta quarta-feira (10). No início de julho, o órgão ligado ao Ministério da Justiça estipulou multa de R$ 50 mil para empresa caso a ordem fosse descumprida. A Meta é responsável por redes sociais como Facebook, Instagram e WhatsApp. A diretora da ANPD, Miriam Wimmer, afirmou que a agência viu indícios de violação de direitos por parte da big tech na coleta de dados de usuários das plataformas. O órgão tomou a decisão após a Meta adotar novos termos de uso de redes que permitirem o uso de dados de publicações abertas de usuários, como fotos e textos, para treinar sistemas de inteligência artificial generativa. "Esta foi a primeira vez que adotamos uma medida efetiva, de natureza cautelar preventiva, justamente em função da existência de indícios de violação de direitos que pode gerar danos de difícil reparação ou irreparáveis", afirmou a diretora da ANPD. No despacho publicado nesta quarta-feira, a ANPD deu mais prazo para que a Meta envie documentação assinada por um representante legal da empresa atestando que o uso dos dados foi suspenso. O órgão determinou ainda que a reconsideração integral da decisão só acontecerá após uma análise técnica sobre as medidas propostas pela Meta, além de um plano de conformidade apresentado pela empresa. Após a decisão publicada no início de julho, a Meta afirmou que a abordagem da empresa para a inteligência artificial está de acordo com a legislação brasileira. LEIA TAMBÉM O que a Meta diz sobre a coleta de dados para treinar IA e como desativar Por que a prática está sendo questionada? Como impedir Instagram e Facebook de usarem suas fotos para treinar IA Dados pessoais para 'treinar' IA Meta passa a coletar dados das redes para IA. Saiba passo a passo para desativar O caso ganhou atenção em 4 de junho, depois que a Meta informou na União Europeia e no Reino Unido que a sua política de privacidade passaria a prever a possibilidade de usar dados de usuários para treinar sua IA. Com isso, o conteúdo de milhões de pessoas postados no Instagram e no Facebook estaria servindo para treinar inteligência artificial sem que a empresa oferecesse contrapartidas, nem informações detalhadas sobre onde a ferramenta seria usada. Com a repercussão negativa, a empresa voltou atrás e adiou a mudança da política na Europa – mas não fez o mesmo para o Brasil. Quando o Instituto de Defesa de Consumidores acionou o governo contra a nova política de privacidade desses serviços, a Meta firmou que o uso das informações para treinar uma inteligência artificial é de seu legítimo interesse, bem como de seus usuários e outras pessoas. "Estamos comprometidos em desenvolver a inteligência artificial na Meta – nossa coleção de recursos e experiências generativas de inteligência artificial junto com os modelos que os alimentam – de forma segura, responsável e atendendo as regulações de privacidade no Brasil", disse a companhia ao g1 em 23 de junho. Treinamentos de modelos de inteligência artificial envolvem o uso de grandes quantidades de dados e são necessários para que, em uma etapa seguinte, eles sejam capazes de analisar informações e até gerar conteúdo por conta própria. O passo a passo para desativar a coleta de informações no Instagram g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...