quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Microsoft desativa serviços usados por Israel após identificar uso para vigilância em Gaza e na Cisjordânia


Sede da Microsoft em Issy-les-Moulineaux, perto de Paris, na França, em 18 de abril de 2016 REUTERS/Charles Platiau A Microsoft informou nesta quinta-feira (25) que desativou um conjunto de serviços de computação em nuvem e de inteligência artificial usados por uma unidade do Ministério da Defesa de Israel (IMOD). A medida foi tomada após o jornal The Guardian apontar no início de agosto que as Forças de Defesa de Israel estavam usando o sistema Azure, da Microsoft, para "armazenar arquivos de chamadas telefônicas obtidas por meio de vigilância ampla ou em massa de civis em Gaza e na Cisjordânia". Em comunicado, a Microsoft disse que fez uma revisão com base em demonstrações financeiras, documentos internos, comunicações por e-mail e mensagens, entre outros registros. A análise não levou em conta dados privados da conta do Ministério de Defesa de Israel. A empresa disse que a revisão ainda está em andamento, mas já encontrou evidências que apoiam as alegações da reportagem do Guardian, incluindo detalhes sobre o uso do armazenamento do Azure na Holanda e de serviços de IA pela unidade do ministério israelense. "A Microsoft não é um governo nem um país. Somos uma empresa. Como toda empresa, decidimos quais produtos e serviços oferecer aos nossos clientes", disse Brad Smith, presidente da Microsoft. "Não fornecemos tecnologia para facilitar a vigilância em massa de civis. Aplicamos esse princípio em todos os países do mundo e insistimos nele repetidamente por mais de duas décadas". Ainda segundo o comunicado, a Microsoft informou o Ministério de Defesa de Israel sobre a decisão de interromper parte das assinaturas e serviços do órgão. A empresa disse que a medida não vai impactar sua atuação no Oriente Médio.

Como os protestos da Geração Z na Ásia mostram o poder das redes sociais — e seus limites


Jovens na Ásia estão furiosos com o que consideram uma corrupção endêmica em seus países Getty Images via BBC Foi o casamento da filha de um político nepalês que despertou a raiva de Aditya. Em maio, o jovem ativista de 23 anos navegava pelas redes sociais quando leu que a ostentosa cerimônia de casamento tinha provocado congestionamentos enormes na cidade de Bhaktapur. O que mais o irritou foram as reclamações de que a maior estrada estava bloqueada por horas para convidados VIP, entre eles, o primeiro-ministro do Nepal. Embora essas alegações nunca tenham sido verificadas, e o político em questão tenha negado que sua família tenha feito uso indevido de recursos do estado, Aditya já estava decidido. Era "realmente inaceitável". 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Nos meses seguintes, ele passou a ver mais e mais postagens nas redes sociais de políticos com seus filhos — fotos mostrando férias exóticas, mansões, super carros e bolsas de grife. Uma foto de Saugat Thapa, filho de um ministro de província, viralizou. Ele mostrava uma pilha enorme de caixas de presente das marcas Louis Vuitton, Gucci, Cartier e Christian Louboutin, decoradas com luzes e enfeites de Natal e um chapéu do Papai Noel no topo. No dia 8 de setembro, irritados com o que tinham visto e lido online, Aditya e seus amigos se juntaram a milhares de jovens para protestar nas ruas da capital, Katmandu. À medida que os protestos anticorrupção se intensificavam, houve confrontos entre alguns manifestantes e a polícia, resultando em mortes. No dia seguinte, uma multidão invadiu o Parlamento e queimou escritórios do governo. O primeiro-ministro KP Sharma Oli renunciou. No total, cerca de 70 pessoas foram mortas. Protestos da geração Z podem estar virando uma 'primavera asiática'? Entenda Caos no Nepal: manifestantes incendeiam prédios do governo, e premiê renuncia Esses acontecimentos no Nepal foram parte de uma onda de clamor por mudança que se espalhou pela Ásia nos últimos meses. Indonésios realizaram manifestações, assim como filipinos, com dezenas de milhares protestando na capital Manila no último domingo (21/9). Todos têm uma coisa em comum: foram impulsionados pela geração Z (nascidos entre 1995 e 2010), muito dos quais estão furiosos com o que consideram uma corrupção endêmica em seus países. Os governos na região afirmam que há risco dos protestos escalarem para violência. Mas Aditya, assim como muitos de seus colegas, acredita que esse é o começo de uma nova era de protestos com poder de mudança. Ele se inspirou nos protestos na Indonésia, assim como na revolução liderada pelos estudantes em Bangladesh no ano passado e no movimento Aragalaya, que derrubou o presidente do Sri Lanka em 2022. Ele argumenta que todos eles lutam pela mesma coisa: "o bem-estar e o desenvolvimento de nossas nações". "Nós aprendemos que não há nada que nós, essa geração de estudantes e jovens, não possamos fazer." Milhares de jovens se reuniram para protestar contra a corrupção em Katmandu, no Nepal, no início do mês Sunil Pradhan/Anadolu via Getty Images/BBC Revolta contra os 'nepo babies' Grande parte da indignação tem se concentrado nos chamados nepo babies ou nepo kids — jovens vistos como beneficiados pela fama e influência de seus pais, muitos dois quais são figuras do establishment. Para muitos manifestantes, os nepo babies são símbolo de uma corrupção sistêmica. Alguns dos alvos dessas críticas negaram as alegações. Saugat Thapa disse que era uma "interpretação injusta" considerar que sua família é corrupta. Outros preferiram não falar sobre o assunto. Mas por trás de tudo isso está um descontentamento com a desigualdade social e a falta de oportunidades. Foto de Saugat Thapa com pilha de presentes de lojas de grife causou indignação nas redes sociais Instagram / sgtthb via BBC A pobreza continua sendo um problema persistente nesses países, que também sofrem com a baixa mobilidade social. Diversos estudos mostram que a corrupção reduz o crescimento econômico e aprofunda a desigualdade. Na Indonésia, a corrupção tem sido um obstáculo sério para o desenvolvimento do país, de acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime. Desde o início do ano, manifestações têm ocorrido por lá contra cortes no orçamento do governo e, entre outras questões, preocupações com as perspectivas econômicas em meio à estagnação dos salários. Em agosto, vários protestos eclodiram contra os benefícios de moradia concedidos a parlamentares. Hashtags como #IndonesiaGelap (Indonésia Sombria) e #KaburAjaDulu (Fuja primeiro) circularam nas redes sociais, incentivando as pessoas a buscarem oportunidades em outros locais. 70 pessoas foram mortas nos protestos no Nepal em confrontos com a polícia Arun Sankar/AFP via Getty Images/BBC Zikri Afdinel Siregar, um estudante universitário de 22 anos que vive no norte de Sumatra, na Indonésia, participou de uma manifestação no início do mês, revoltado com o fato de parlamentares locais receberem auxílios-moradia de 60 milhões de rúpias por mês (R$ 19.100), o que equivale aproximadamente 20 vezes a renda média da população. Na província de Riau, os pais de Zikri têm uma pequena plantação de borracha e fazem trabalhos agrícolas nas terras de outras pessoas, ganhando cerca de 4 milhões de rúpias por mês (R$ 1.275). Ele tem trabalhado como taxista de moto para ajudar a pagar as mensalidades da universidade e o custo de vida. "Ainda há muitas pessoas que têm dificuldade até para comprar itens básicos, especialmente comida, que continua cara hoje em dia", diz. "Mas, por outro lado, os governantes estão ficando cada mais ricos, e os benefícios deles só aumentam." Milhares de jovens tomaram as ruas da capital do Nepal em protestos contra a corrupção Prabin Ranabhat/AFP via Getty Images/BBC No Nepal, um dos países mais pobres da Ásia, os jovens têm expressado desilusão semelhante com o que eles consideram um sistema injusto. Dois anos atrás, um caso chocou o país: um jovem empreendedor morreu depois de colocar fogo em si mesmo na frente do prédio do Parlamento. Em seu bilhete suicida, ele culpou a falta de oportunidades. Utilizando o TikTok e a IA Dias antes de os protestos começarem no Nepal, o governo anunciou a proibição da maioria das plataformas de rede social por não cumprirem com prazos de registro. O governo alegou que o objetivo era combater discurso de ódio e fake news, mas muitos jovens nepaleses viram isso como uma tentativa de silenciá-los. Aditya foi um deles. Ele e quatro amigos se reuniram em uma biblioteca em Katmandu com celulares e computadores, e usaram plataformas de inteligência artificial como ChatGPT, Grok, DeepSeek e Veed para criar 50 vídeos para redes sociais sobre os nepo babies e corrupção. Nos dias seguintes, eles publicaram os vídeos — principalmente no TikTok, que ainda não tinha sido banido — usando múltiplas contas e redes privadas virtuais para evitar de serem detectados. Eles chamaram o grupo de "Gen Z Rebels" (Rebeldes da Geração Z, na tradução literal para o português). O primeiro vídeo, com a música The Winner Takes It All, do Abba, era um clipe de 25 segundos do casamento que havia enfurecido Aditya semanas antes, com imagens da família do político e manchetes do evento. A gravação terminava com um chamado: "Eu vou me juntar. Eu lutarei contra a corrupção e o elitismo político. E você?" Protestos acabaram escalando para atos de violência no Nepal, onde parlamento foi invadido e queimado Navesh Chitrakar/Reuters via BBC Outros grupos do Nepal e do exterior também criaram clipes e compartilharam usando o Discord. A plataforma de bate-papo para gamers tem sido usada por milhares de manifestantes no Nepal, onde discutem os próximos passos e sugerem quem nomear como líder interino do país. Nas Filipinas mais de 30 mil pessoas contribuíram para uma discussão no Reddit conhecida como "lifestyle check", na qual muitos postam detalhes sobre os ricos e poderosos. O fato de jovens utilizarem a tecnologia para movimentos de massa não é algo novo. No início dos anos 2000, mensagens de texto impulsionaram a segunda Revolução de Poder Popular nas Filipinas, enquanto a Primavera Árabe e o movimento Ocupe Wall Street, na década de 2010, dependeram muito do Twitter. O que é diferente hoje é a sofisticação da tecnologia, com uso amplo de celulares, redes sociais, aplicativos de mensagens e, agora, da inteligência artificial, tornando mais fácil para as pessoas se mobilizarem. "É com isso que [a geração Z] cresceu, é assim que ela se comunica. A forma como essa geração se organiza é uma manifestação natural disso", diz Steven Feldstein, pesquisador sênior do Carnegie Endowment for International Peace. Solidariedade política entre as nações A tecnologia também tem ajudado a criar um senso de solidariedade entre manifestantes de diferentes países. Um logotipo de caveira no estilo de desenho de quadrinhos, popularizado por manifestantes indonésios, foi adotado também por protestantes filipinos e nepaleses, aparecendo em bandeiras de protestos, vídeos e fotos de perfil nas redes sociais. A hashtag #SEAblings — um trocadilho com a palavra siblings (irmãos, na tradução para o português) e as siglas em inglês de Sudeste Asiático (SEA) — também viralizou online, à medida que filipinos, indonésios e outras nações manifestavam apoio aos movimentos anticorrupção uns dos outros. Logotipo de caveira, popularizado por manifestantes indonésios, foi adotado também por protestantes filipinos e nepaleses Getty Images via BBC É verdade que a Ásia já presenciou ondas semelhantes de solidariedade política na região, desde os levantes de Myanmar e nas Filipinas no fim da década de 1980 até a Aliança do chá com leite, que começou em 2019 com as manifestações de Hong Kong, segundo Jeff Wasserstrom, historiador da Universidade da Califórnia em Irvine. Mas ele afirma que desta vez é diferente. "[Hoje em dia] as imagens [dos protestos] circulam mais longe a mais rápido do que antes, então há uma saturação muito maior de imagens do que está acontecendo em outros lugares." A tecnologia também tem alimentado as emoções. "Quando você vê no celular as mansões, o carro de luxo, isso só faz com que [a corrupção] pareça mais real", diz Ash Presto, socióloga filipina da Universidade Nacional Australiana. O impacto é especialmente forte entre os filipinos, que estão entre os usuários mais ativos de redes sociais no mundo, ela acrescenta. Mortes, destruição… e agora? Esses protestos têm levado a sérias consequências no mundo real. Prédios foram queimados, casas saqueadas e destruídas, e políticos arrancados de suas residências e espancados. Somente os danos a edifícios e comércios somam centenas de milhões de dólares. Mais de 70 pessoas foram mortas no Nepal e 10 pessoas morreram na Indonésia. No Nepal, parlamento foi incendiado, lojas saqueadas e casas de políticos destruídas Prabin Ranabhat/AFP via Getty Images/BBC Os governos têm condenado a violência. O presidente indonésio, Prabowo Subianto, criticou o que ele chamou de comportamento "tendendo à traição e ao terrorismo e à destruição de instalações públicas, saques em residências". Nas Filipinas, o presidente Ferdinand Marcos disse que os manifestantes têm razão em se preocupar com a corrupção, mas pediu que os protestos fossem pacíficos. Enquanto isso, a ministra filipina Claire Castro alertou que pessoas com "más intenções querem desestabilizar o governo" e estão se aproveitando da indignação popular. Os manifestantes, contudo, culpam "infiltrados" pela violência e, no caso do Nepal, muitos alegam que o alto número de mortos se deve à repressão excessiva por parte da polícia (algo que o governo afirmou que irá investigar). Em meio a tudo isso, os governos também reconheceram as preocupações dos manifestantes e, em alguns casos, concordaram com certas demandas. Na Indonésia, o governo revogou alguns dos incentivos financeiros para parlamentares, como o polêmico auxílio-moradia e viagens ao exterior. Nas Filipinas, foi criada uma comissão independente para investigar o possível uso indevido de verbas destinadas à prevenção de enchentes. A pergunta agora é: o que vem depois da fúria? Segundo especialistas, poucos protestos fomentados digitalmente causaram mudanças sociais fundamentais Navesh Chitrakar/Reuters via BBC Poucos protestos impulsionados pelo meio digital se traduziram em mudanças sociais fundamentais, apontam especialistas, especialmente em lugares onde problemas como corrupção estão profundamente enraizados. Isso se deve, em parte, à natureza sem liderança dessas manifestações, o que, por um lado, ajuda os manifestantes a escapar de repressões, mas também dificulta a tomada de decisões a longo prazo. "As redes sociais não foram feitas para promover mudanças a longo prazo... você depende de algoritmos, indignação e hashtags para manter o movimento vivo", pontua Feldstein. "A mudança exige que as pessoas encontrem uma forma de sair de um movimento online disperso para um grupo com visão a longo prazo, com laços tanto físicos quanto digitais. É preciso que surjam estratégias políticas viáveis, não apenas seguir com uma abordagem de 'tudo ou nada, vamos queimar tudo'." Corrupção é vista como um dos grandes problemas dos países onde as manifestações acontecem Getty Images via BBC Isso ficou evidente em conflitos anteriores, incluindo em 2006, quando millennials nepaleses participaram de uma revolução que derrubou a monarquia, após uma insurgência maoista e uma guerra civil de uma década. Mas o país acabou passando por um ciclo de 17 governos, enquanto sua economia estagnava. A geração anterior de manifestantes nepaleses "acabou se tornando parte do sistema e perdeu seu fundamento moral", argumenta Narayan Adhikari, cofundador do Accountability Lab, um grupo de combate à corrupção. "Eles não seguiram os valores democráticos e voltaram atrás em seus próprios compromissos." Mas Aditya promete que desta vez será diferente. "Estamos constantemente aprendendo com os erros de gerações anteriores", diz, com firmeza. "Eles idolatravam seus líderes como se fosse Deus. Agora, nesta geração, não seguimos ninguém como se fosse Deus." Reportagem adicional de Astudestra Ajengrastri e Ayomi Amindoni da BBC Indonésia, e Phanindra Dahal da BBC Nepal.

YouTube libera retorno de perfis banidos por conteúdo sobre pandemia e eleições nos EUA


Após multa milionária, YouTube diz que não mais irá exibir publicidade para vídeos que tenham algum apelo infantil. Dado Ruvic/Reuters O YouTube vai permitir que criadores banidos por desinformação sobre COVID-19 e eleições voltem à plataforma. A decisão foi anunciada na terça-feira (23) pela Alphabet, dona do YouTube, e vale para contas suspensas por regras que já não estão em vigor. A informação foi divulgada em resposta ao Comitê Judiciário da Câmara dos EUA. Na carta, advogados da Alphabet afirmaram que a medida reforça o compromisso da empresa com a liberdade de expressão. Eles disseram, ainda, que a plataforma valoriza vozes conservadoras e reconhece seu papel no debate público. “Independentemente do clima político, o YouTube continuará permitindo a livre expressão em sua plataforma, especialmente em relação a temas sujeitos a debate político”, diz a carta. Questionado pela agência Associated Press sobre mais detalhes do processo de reintegração dos criadores, o YouTube não respondeu à mensagem até a última atualização desta reportagem. A medida ocorre em meio à tentativa de CEOs de tecnologia, como Sundar Pichai, da Alphabet, de se aproximar do presidente Donald Trump, com doações milionárias para a campanha e presença em eventos em Washington. Moderação mais branda A decisão se soma a outros recuos de empresas de tecnologia na moderação de conteúdo, que havia sido reforçada durante a pandemia e após as eleições americanas de 2020. Agora, as plataformas enfrentam pressão do presidente Donald Trump e de aliados conservadores. Eles alegam que influenciadores da direita foram censuradas de forma ilegal. Em 2023, o YouTube acabou com a regra que removia vídeos que afirmavam falsamente que a eleição de 2020, ou outras disputas presidenciais nos EUA, tiveram “fraude generalizada, erros ou falhas”. No ano seguinte, em 2024, a plataforma também derrubou restrições específicas sobre conteúdos ligados à COVID-19. Desde então, diversos tratamentos sobre a doença podem ser discutidos no YouTube, e os conteúdos enganosos passaram a ser tratados dentro da política geral de desinformação médica. Entre os banidos por essas regras, agora excluídas, estavam influenciadores conservadores como Dan Bongino, hoje vice-diretor do FBI. Para criadores de conteúdo, voltar ao YouTube pode ser crucial, já que a monetização com anúncios representa uma fonte importante de receita. Conflito com governo Biden O presidente do Comitê Judiciário da Câmara, Jim Jordan, e outros republicanos pressionaram empresas de tecnologia a rever as políticas de moderação adotadas durante o governo de Joe Biden. Eles acusam a administração anterior de restringir ilegalmente a liberdade de expressão. Na carta de terça-feira, os advogados da Alphabet disseram que funcionários da cúpula do governo Biden “realizaram abordagens repetidas e sustentadas” para pressionar o YouTube a remover vídeos sobre a pandemia que não violavam as próprias regras da plataforma. “É inaceitável e errado quando qualquer governo, incluindo a administração Biden, tenta ditar como a empresa modera conteúdo. A empresa tem consistentemente combatido esses esforços com base na Primeira Emenda”, diz a carta. Outros executivos de tecnologia também fizeram acusações semelhantes. Mark Zuckerberg, CEO da Meta, disse que o governo Biden pressionou funcionários a censurar conteúdos na pandemia, de forma inadequada. Elon Musk, dono do X, acusou o FBI de coagir o Twitter, antes de sua gestão, para barrar uma reportagem sobre Hunter Biden, filho do ex-presidente. No ano passado, a Suprema Corte deu vitória ao governo de Joe Biden em uma disputa com estados republicanos sobre até onde o governo federal pode ir para combater publicações controversas nas redes sociais sobre COVID-19 e segurança eleitoral.

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Samsung lança Galaxy S25 FE no Brasil; veja preço


Samsung Galaxy S25 FE Divulgação/Samsung A Samsung lançou nesta quarta-feira (24) o Galaxy S25 FE no Brasil. O modelo é uma versão mais simples e "acessível" da linha Galaxy S25 e já está disponível no país com preço de R$ 5.499, na versão com 256 GB. O aparelho já vem com o Gemini, a IA do Google, instalado. O S25 FE é mais leve que o S24 FE, com 190g, e mais fino, com 7,4 mm. As cores disponíveis são azul, azul marinho e preto O aparelho também vem com o processador Exynos 2400 com melhor sistema de resfriamento, segundo a marca, para que a temperatura alta não prejudique o desempenho do telefone O design segue o padrão do antecessor, o S24 FE, com laterais achatadas, traseira lisa e três câmeras. A principal mudança está na bateria, que passou de 4.700 mAh para 4.900 mAh. O conjunto de câmeras permanece o mesmo: lente principal de 50 megapixels (MP), ultrawide de 12 MP e teleobjetiva de 8 MP. A câmera de selfie ganhou um leve upgrade, passando de 10 MP para 12 MP. A tela segue com 6,7 polegadas, tecnologia Dynamic AMOLED 2X e taxa de atualização de 120 Hz, que garante mais fluidez. Segundo a fabricante, a estrutura agora conta com Armor Aluminum, material que promete maior durabilidade e acabamento mais refinado. Novos fones A Samsung também lançou os fones Buds 3 FE com tradução automática, áudio imersivo, cancelamento de ruído e resistência IP54 sendo resistente à água e poeira. Ele também começa a ser vendido hoje por R$ 1.099. iPhone Air: primeiras impressões do celular fininho e quais são seus rivais Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas

Uso de Inteligência Artificial no trabalho cresce 163% na indústria brasileira, diz IBGE


Aplicativos de inteligência artificial Reprodução Em 2024, cerca de 89% das empresas industriais brasileiras utilizaram tecnologias digitais avançadas em suas atividades, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse percentual representa um avanço em relação a 2022, quando 84,9% das companhias faziam uso dessas ferramentas. O destaque vai para a Inteligência Artificial (IA), cujo uso cresceu 163,2% no período. (veja comparativo abaixo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Os dados fazem parte da Pesquisa de Inovação Semestral (PINTEC Semestral) 2024: Indicadores temáticos: Tecnologias digitais avançadas, teletrabalho e cibersegurança. Os números foram levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O levantamento ouviu cerca de 10,1 mil empresas, das quais 9.054 afirmaram utilizar tecnologias digitais avançadas, como Análise de Big Data, Computação em Nuvem, Inteligência Artificial, Internet das Coisas, Manufatura Aditiva (impressão 3D) ou Robótica. Sobre a IA, grande destaque desta edição, 41,9% das empresas industriais brasileiras a utilizaram em suas atividades no ano. O salto é de 25 pontos percentuais em relação a 2022, quando o índice era de 16,9%. ⏩ Esse avanço representa uma taxa de crescimento de 147,9% na proporção de empresas que passaram a utilizar Inteligência Artificial. Em números absolutos, o uso da tecnologia passou de 1.619 empresas em 2022 para 4.261 em 2024, o que corresponde a um aumento de 163,2% no número de empresas que incorporaram a IA em seus processos. As áreas que mais aplicaram IA foram administração (87,9%), comercialização (75,2%) e desenvolvimento de projetos de produtos, processos e serviços (73,1%). As empresas com mais de 500 trabalhadores são as que relativamente mais utilizam essas tecnologias. Vale destacar que a Computação em Nuvem continua líder, com 77,2% das empresas fazendo uso da tecnologia, seguida por Internet das Coisas (50,3%), Robótica (30,5%), Análise de Big Data (27,8%) e Manufatura Aditiva (20,3%). Veja o comparativo no gráfico abaixo: Uso de Tecnologias Digitais Avançadas na Indústria Brasileira (2022–2024) Arte g1 Segundo Flávio Peixoto, gerente de pesquisas sistemáticas do IBGE, as empresas vêm, ao longo do tempo, compreendendo melhor o que são as tecnologias digitais avançadas e como aplicá-las no dia a dia. Esse entendimento tem impulsionado um movimento crescente de adotar essas ferramentas no ambiente de trabalho. Um exemplo é o ChatGPT, lançado no Brasil em novembro de 2022. A pesquisa referente àquele ano foi realizada entre abril e junho de 2023, período marcado pela fase inicial de aprendizado e disseminação do uso da Inteligência Artificial no ambiente corporativo. Já os dados coletados entre abril e junho de 2025, que se referem ao ano de 2024, refletem um cenário em que as empresas tiveram dois anos para explorar mais intensamente essas tecnologias e amadurecerem o uso. Esse período teve impacto direto no crescimento do uso de IA no trabalho. Segundo o gerente de pesquisa do IBGE, esse avanço está principalmente ligado ao desenvolvimento das Inteligências Artificiais generativas — que são aquelas que criam novos conteúdos, como textos e imagens, em resposta a comandos dos usuários. Apesar do ChatGPT ser utilizado como exemplo, a pesquisa não especifica quais são as Inteligências Artificiais que foram mais utilizadas pelas empresas. Porém, Flávio Peixoto destaca que esse não é o único mecanismo usado pelas companhias. “Entre os exemplos de IA em uso estão mineração de dados, reconhecimento de fala e imagem, geração de linguagem natural (NLG), aprendizado de máquina, automação de processos e fluxos de trabalho e, no caso da indústria, manutenção preditiva. Essa última é particularmente relevante: permite prever falhas em processos produtivos, usando IA para tomada de decisões autônomas e movimentação de máquinas”, explica Flávio Peixoto. Empresas que utilizaram IA em 2024, segundo o número de trabalhadores e setores. Arte g1 🤔 Benefícios e desafios da tecnologia A pesquisa também traz um ranking das atividades industriais que mais utilizaram Inteligência Artificial em 2024. Os maiores índices de adoção foram registrados nos seguintes setores: 💻 Equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos: 72,3% 🪫 Máquinas, aparelhos e materiais elétricos: 59,3% 🧪 Produtos químicos: 58,0% 🤖 Total da Indústria: 41,9% Por outro lado, os menores índices de uso de IA foram observados nas seguintes atividades: 🚬 Fumo: 22,9% 👢 Couro: 20,7% ⚙️ Manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos: 19,2% A adoção de tecnologias digitais avançadas pelas indústrias brasileiras em 2024 trouxe ganhos expressivos. Entre os principais benefícios apontados pelas empresas estão: ➡️ Aumento da eficiência (90,3%) ➡️ Maior flexibilidade em processos administrativos, produtivos e organizacionais (89,5%) ➡️ Melhoria no relacionamento com clientes e/ou fornecedores (85,6%) ➡️ Maior eficácia no atendimento ao mercado (82,9%) ➡️ Maior capacidade de desenvolvimento de produtos ou serviços novos (74,7%) Apesar dos avanços, a incorporação dessas ferramentas na indústria brasileira ainda enfrenta desafios significativos. Entre as empresas que já utilizam tecnologias digitais avançadas, os principais obstáculos são: 💸 Altos custos das soluções tecnológicas (78,6%) 👨🏽‍💻 Falta de pessoal qualificado dentro da empresa (54,2%) 🔐 Riscos relacionados à segurança e privacidade (47,2%) 💻 Oferta limitada de profissionais qualificados (46,8%) ❌ Dificuldade de integração entre áreas (45,1%) Já entre as companhias que ainda não adotaram nenhuma dessas tecnologias, os entraves são semelhantes, com destaque para: 💰 Altos custos das soluções tecnológicas (74,3%) 👩🏽‍💻 Falta de pessoal qualificado na empresa (60%) 📵 Empresa não identificou necessidade de uso (54,0%) 🤑 Escassez de recursos financeiros (50,8%) 📲 Escassez de oferta de programas de apoio e incentivo (48,5%) Os dados reforçam que, embora a digitalização esteja em curso, a transformação tecnológica exige investimentos, capacitação e políticas de incentivo para alcançar todo o setor industrial. 📉 Teletrabalho em queda Apesar do crescimento no uso das tecnologias digitais avançadas, a modalidade de teletrabalho apresentou queda: foi adotada por 43% das empresas industriais brasileiras em 2024, contra 47,8% em 2022. Apesar da redução geral, o trabalho remoto segue sendo amplamente utilizado em áreas estratégicas. Em 2024, os setores com maior adesão ao teletrabalho foram administração (94,6%), comercialização (85%) e desenvolvimento de projetos (66,4%). A análise por porte de empresa mostra que, quanto maior o número de pessoas ocupadas, maior a adesão ao teletrabalho — embora também tenha havido queda em todas as faixas. Adoção do teletrabalho por área de negócios na indústria brasileira (2022–2024) Arte g1 Os dados indicam que, embora o teletrabalho tenha perdido espaço em relação a 2022, ele permanece como uma prática consolidada em funções administrativas e de desenvolvimento, especialmente nas empresas de maior porte. Por outro lado, os números confirmam uma tendência já noticiada pelo g1: em 2024, mais empresas voltaram ao presencial, acompanhando a queda na vacância e a menor oferta de trabalho remoto. (entenda a diminuição do home office) Home office em extinção? Defender home office nas redes custou o emprego deles

Celulares intermediários: g1 testa 5 modelos com bom desempenho e custo-benefício


Celulares intermediários: g1 testa 5 modelos com bom desempenho e custo-benefício Os celulares da categoria dos intermediários lançados em 2025 lembram muito seus "primos" mais caros, com muitas funcionalidades integradas e a promessa de um preço menor (mas nem todos). Eles rodam apps com inteligência artificial – já que vêm com o Gemini, do Google, pré-instalado, tiram boas fotos e, no geral, têm uma boa performance com grande duração da bateria. O Guia de Compras testou 5 modelos com sistema Android. São eles: Jovi V50 Lite (R$ 3.000) Moto G86 (R$ 2.000) Oppo Reno 13F (R$ 3.000) Samsung Galaxy A56 (R$ 2.000) Xiaomi Redmi Note 14 Pro (R$ 4.600) Os valores foram consultados nas lojas da internet no meio de setembro. Foram avaliados o design, o desempenho em tarefas cotidianas e em jogos, a duração da bateria e as câmeras dos celulares. Veja os resultados a seguir e, ao final, a conclusão. Jovi V50 Lite Moto G86 Oppo Reno 13F Samsung Galaxy A56 Xiaomi Redmi Note 14 Pro Design Vistos de frente, os celulares intermediários testados são bastante parecidos. Todos têm telas na faixa das 6,7 polegadas, com taxa de atualização de até 120Hz. A taxa de atualização significa quantas vezes a tela “pisca” para trocar uma imagem e, quanto maior, mais rápido aparece a informação para quem está usando o aparelho. Isso é um diferencial na hora de ver vídeos e jogar. Celulares intermediários vistos de frente: Jovi, Motorola, Oppo, Samsung e Xiaomi Henrique Martin/g1 O Jovi V50 Lite, como o nome diz, é uma versão mais básica do Jovi V50 (veja o teste), com acabamento em plástico e câmeras ressaltadas na traseira. O flash acende como um “ring light” para iluminar as fotos, como no outro modelo da marca. O aparelho vem nas cores ouro ou preto. Conta com proteção IP65 contra água e poeira (saiba quais são as diferenças entre os tipos de proteção). O Moto G86 segue uma proposta mais ousada, com uma espécie de couro falso na traseira e câmeras menos evidentes. As bordas metálicas acompanham a cor do celular, disponível em grafite ou vermelho. A proteção é IP68 e IP69 (água, poeira e jatos de alta pressão). O Oppo Reno 13F lembra muito o modelo mais avançado da marca, o Reno 13 (leia o teste). A versão em preto é bastante tradicional, mas a na cor lavanda chama a atenção por ter um padrão no plástico, como se fosse uma flor rabiscada ou uma explosão. Celulares intermediários vistos por trás: Jovi, Motorola, Oppo, Samsung e Xiaomi Henrique Martin/g1 Como no Moto G86, a proteção é do tipo IP68 e IP69, com o diferencial de que a Oppo permite tirar fotos embaixo d’água, com algumas restrições (somente água doce, nada de mar ou piscina, a 2 metros de profundidade até 30 minutos). A função subaquática da câmera funciona e utiliza vibrações para expelir a água quando a sessão de fotos acaba. Com traseira em vidro e bordas em alumínio, o Samsung Galaxy A56 até parece o topo de linha Galaxy S25. Ele segue o mesmo padrão do irmão mais caro, com as câmeras alinhadas na traseira. É o celular com mais opções de cores do teste, disponível em rosa, verde, preto e cinza. A proteção é do tipo IP67. O Redmi Note 14 Pro, da Xiaomi, tem as bordas curvas, com a tela acompanhando a lateral do aparelho, que tem estrutura em alumínio. É um diferencial aos demais, que seguem o padrão mais “chapado” dos smartphones. Seu display é um pouquinho menor (6,67”) na comparação com os outros celulares do teste. Tem proteção do tipo IP68. As cores disponíveis são preto, roxo e verde. Desempenho e bateria As configurações dos cinco intermediários estão dentro do esperado para a categoria, com: Processadores da Samsung (Galaxy A56), Qualcomm (Reno 13F) e MediaTek (Jovi, Motorola e Xiaomi), fabricados no processo de 4 nanômetros, com exceção do Jovi V50 Lite, feito em 6 nm. Para comparação, os topo de linha estão em 3 nanômetros; quanto menor o número, mais "poderoso" é o chip do celular. 8 ou 12 GB de RAM. Armazenamento generoso, com 256 GB em todos os modelos. Tanto o Motorola quanto o Xiaomi vêm com uma entrada para cartões de memória padrão microSD, algo raro de encontrar nos celulares em 2025. Nos testes de desempenho (veja ao final como são feitos), os melhores resultados vieram do Moto G86, seguido por Galaxy A56 e Redmi Note 14 Pro (quase empatados) e Oppo Reno 13F. Na avaliação de performance gráfica, que indica como o smartphone lida com gráficos como vídeos e games, o Galaxy A56 ficou na frente, seguido por Redmi Note 14 Pro, Moto G86 e Reno 13F. O da Jovi ficou na última posição nos dois testes. A duração da bateria variou bastante entre os celulares do teste por conta das distintas capacidades de cada um deles. O Jovi V50 Lite teve a maior duração (17h48) por conta da maior capacidade de bateria (6.500 mAh). O aparelho foi seguido pelo Oppo Reno 13F (12h40 com 5.800 mAh de capacidade) e Galaxy A56 (12h30 com 5.000 mAh). O Redmi Note 14 Pro atingiu 11h27, com bateria de 5.100 mAh. O último lugar do teste ficou com o Moto G86, com 9h32 e 5.200 mAh. Vale ressaltar que a duração da bateria varia de acordo com o uso individual e não significa que será igual para todos. No dia a dia, caso a bateria acabe antes do previsto, os smartphones avaliados vieram com carregadores rápidos. O da Motorola é o mais “lento”, com 33W de potência. Oppo, Samsung e Xiaomi têm carregadores de 45W. O da Jovi é de 90W e promete carregar a bateria de 0 a 100% em 52 minutos. Para comparação, o carregador padrão dos iPhones é de 20W. Câmeras Tirar fotos com celular intermediário em 2025 significa ter ótimas imagens. Agradeça ao trabalho quase mágico que ocorre graças à interação entre os sensores da câmera, o processador do celular e um pouco de inteligência artificial. Jovi V50 Lite, Moto G86, Oppo Reno 13F e Galaxy A56 têm um sensor principal de 50 megapixels. O Redmi Note 14 Pro, de 200 MP. Os resultados são excelentes para todos – com pouquíssimas mudanças entre eles. Dá para notar mais mudanças no tom do céu, nas fotos a seguir. Ou nas cores da orquídea: Mas não muito nas cores dos gatos. Além disso, todos têm uma grande angular de 8 MP – o Samsung tem 12 MP. Veja abaixo: e Os aparelhos da Oppo, Samsung e Xiaomi contam ainda com uma lente macro de 2 MP (5 MP no Samsung), para tirar fotos de detalhes. Todos permitem dar um zoom, também com bons resultados. Nas fotos feitas à noite, as diferenças aparecem bastante no equilíbrio de áreas escuras e claras. Os celulares da Jovi e da Samsung foram melhores nessa tarefa que os demais. anões de Android e três natualizaç As selfies também são de alta resolução: 32 megapixels no Jovi, Motorola e Oppo, 20 MP no Xiaomi e 12 MP no Samsung. Conclusão Todos os celulares testados têm um bom desempenho no geral e tiram ótimas fotos. A duração da bateria variou bastante na avaliação, mas não são aparelhos que vão deixar seus donos sem energia no meio do dia. Na comparação pela melhor relação custo/benefício, o Moto G86 e o Samsung Galaxy A56, ambos na faixa de preço de R$ 2.000, são a melhor escolha. Além do valor, ambos têm boas câmeras e um ótimo desempenho. Na duração de bateria, o Jovi V50 Lite liderou com folga, com quase 18h de uso, seguido por Oppo, Samsung (ambos na faixa das 12h30) e Xiaomi (11h30). O Moto G86 teve a menor duração nos testes, com 9h32. Mas o da Jovi foi mais lento que os demais no desempenho. O tempo que a fabricante promete atualizar o sistema Android dos celulares é um ponto a levar em consideração na hora da compra. Com mais tempo de atualizações, mais durável pode ser o aparelho. O sistema, desenvolvido pelo Google, está hoje na versão 15, apesar de a versão 16 já estar disponível nos modelos mais caros, como os dobráveis. A Jovi informa que o V50 Lite contará com duas atualizações de Android e três anos de atualizações de segurança. No Oppo Reno 13F, serão seis anos de atualizações de segurança e cinco upgrades de Android. A Samsung diz que o Galaxy A56 tem seis anos de atualizações de segurança e que o produto terá suporte para até seis gerações de upgrade do Android. Para o Redmi Note 14 Pro, serão 3 atualizações de Android e quatro anos de updates de segurança. Como foram feitos os testes Os aparelhos foram emprestados pelas fabricantes e serão devolvidos. Para os testes de desempenho, foram utilizados três aplicativos: PC Mark e 3D Mark, da UL Laboratories, e o GeekBench 6, da Primate Labs. Eles simulam tarefas cotidianas dos smartphones, como processamento de imagens, edição de textos, duração de bateria e navegação na web, entre outros. Esses testes rodam em várias plataformas – como Android, iOS, Windows e MacOS – e permitem comparar o desempenho entre elas, criando um padrão para essa comparação. Para os testes de bateria, as telas dos smartphones foram calibradas para 70% de brilho, para poder rodar o PC Mark. Isso nem sempre é possível, já que nem todos os aparelhos permitem esse ajuste fino. Os testes foram feitos com as telas com taxa de atualização padrão (60 Hz). A bateria foi carregada a 100% e o teste rodou por horas até chegar ao final da carga. Ao atingir 20% ou menos de carga, o teste é interrompido e mostra o quanto aquele smartphone pode ter de duração de bateria, em horas/minutos. Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável. Quem são os novos fabricantes chineses que vendem celulares no Brasil? Celulares dobráveis em 2025: mais opções, mas bem mais caros

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Projeto Stargate: como serão os novos data centers da OpenAI nos EUA


OpenAI está construindo complexo de data centers em Abilene, no Texas Divulgação/OpenAI A OpenAI, criadora do ChatGPT, planeja construir mais cinco data centers no projeto Stargate, iniciativa bilionária com as empresas de telecomunicações SoftBank e de servidores Oracle. O projeto Stargate promete investir US$ 500 bilhões (cerca de R$ 2,6 trilhões) para ampliar a infraestrutura de inteligência artificial nos Estados Unidos. As empresas anunciaram o plano em janeiro ao lado do presidente americano Donald Trump, um dia após ele tomar posse em seu mandato atual. Até então, a OpenAI só tinha anunciado a construção de um complexo de data centers em Abilene, no Texas. Na terça-feira (23), a empresa informou que o projeto receberá mais data centers e, nos próximos três anos, vai ampliar sua capacidade para 7 gigawatts (ou 7.000 megawatts). Data centers convencionais, com foco no armazenamento de dados, costumam ter potência bem abaixo de 100 megawatts cada um. Mas o plano da OpenAI exige mais capacidade para operar sistemas poderosos de inteligência artificial. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Onde serão construídos os novos data centers da OpenAI Arte g1 Os novos investimentos foram divididos em duas frentes, uma em parceria com a Oracle e outra com a SoftBank. O investimento com a Oracle prevê 5,5 gigawatts de potência para data centers no Novo México, no Texas e na região Meio-Oeste dos EUA, ainda sem local definido. A dona do ChatGPT disse que a capacidade do complexo em Abilene será ampliada em 600 megawatts. A unidade de Abilene terá oito prédios com cerca de 100 megawatts de potência cada um, segundo a Wired. O site afirma ainda que o espaço terá 400 mil chips usados no treinamento de IA. A ampliação do acordo entre OpenAI e Oracle já tinha sido anunciada em julho, com planos de investir US$ 300 bilhões nos próximos cinco anos. As empresas estimam que os empreendimentos criarão 25 mil empregos, mas não detalham o perfil dessas vagas. Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas Outros dois data centers serão construídos no Texas e em Ohio por meio de parceria com a SoftBank. Eles chegarão a 1,5 gigawatt de potência nos próximos 18 meses, segundo a OpenAI. A OpenAI disse que os projetos com a SoftBank terão um método de construção rápida com eficiência de custos e possibilidade de ampliar a escala. "A inteligência artificial só poderá cumprir sua promessa se desenvolvermos a computação necessária para alimentá-la", disse o CEO da OpenAI, Sam Altman. A empresa afirmou que analisou 300 propostas de cidades em 30 estados americanos que queriam atrair a construção de data centers. "O anúncio de hoje marca o primeiro conjunto de seleções, com mais locais nos EUA a serem abertos", declarou a OpenAI. Data center da OpenAI em Abilene, no Texas Reuters/Shelby Tauber; Divulgação/OpenAI Investimento bilionário da Nvidia O anúncio da ampliação do projeto Stargate foi feito um dia após a Nvidia informar que vai investir até US$ 100 bilhões na OpenAI para "rechear" esses data centers. A Nvidia vai fornecer milhões de chips gráficos (GPUs, sigla para "unidades de processamento gráfico"). Eles são fundamentais para o treinamento e a execução de sistemas poderosos de inteligência artificial. A partir do segundo semestre de 2026, os data centers deverão usar o Vera Rubin, descrito pela Nvidia como um "superchip" capaz de reunir simulações, dados e IA em apenas um mecanismo. LEIA TAMBÉM: Primeiros data centers de IA no Brasil podem consumir mesma energia de 16 milhões de casas 'Cidades' de servidores e água do subsolo: o que se sabe sobre os data centers de IA no Brasil Por que a OpenAI comprou startup do criador do visual do iPhone Data Centers no Brasil são alternativa para uso de energia renovável excedente

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