sexta-feira, 20 de setembro de 2024

STF é cético sobre acenos de Elon Musk de recuperar e regularizar rede X no Brasil

Depois de mais uma multa, desta vez de R$ 5 milhões, advogados de Elon Musk mandaram mensagens ao Supremo Tribunal Federal (STF) de que o empresário quer regularizar a rede X no Brasil, abandonando sua guerra com a Justiça brasileira. Esses acenos, no entanto, foram recebidos com ceticismo e incredulidade por ministros do STF. A avaliação é que o passado recente do comportamento do empresário não enseja nenhuma confiança. Nesta quinta-feira (19), o ministro Alexandre de Moraes já fez uma petição indagando se os novos advogados indicados pela X são realmente representantes da empresa no Brasil, um teste para checar se realmente a plataforma quer voltar a operar no país, seguindo as regras da legislação brasileira. Rede Social X volta a ficar indisponível no Brasil um dia após burlar a ordem de bloqueio Dentro do STF e da Polícia Federal (PF), a posição ceticismo tem vários motivos. O último deles é exatamente o fato de Musk indicar novamente advogados para representá-lo no Brasil e, ao mesmo tempo, criar novos acessos à rede no país para burlar a decisão da Justiça brasileira de bloqueio da X. Para que o empresário realmente mostre que decidiu abandonar a guerra contra o STF, ministros do tribunal lembram que Musk terá de recriar a empresa no Brasil e retomar seu funcionamento comercial e jurídico. Além disso, reiniciar suas atividades obedecendo decisões da Justiça, como a retirada de perfis com mensagens de cunho antidemocrático e de ameaças a delegados da PF que estão investigando os atos golpistas de 8 de janeiro. A X recontratou os advogados do escritório Pinheiro Neto para representá-lo no STF, desfazendo a decisão de dispensá-los da semana passada. O escritório Rosenthal Advogados Associados também foi contratado pela empresa. Isso, porém, é visto apenas como o primeiro passo, e, ainda assim, insuficiente para que a empresa seja considerada séria no Brasil.

Deixar o celular carregar até 100% estraga a bateria?


Especialista explica como carregar o smartphone sem prejudicar a vida útil do equipamento. O ideal é carregar a bateria do celular apenas até os 80%, segundo especialista. Freepix Deixar o celular carregar até 100% pode prejudicar a vida útil da bateria. Mas o dano é sutil, acontece aos poucos e é diferente de "viciar" a bateria. O prejuízo acontece, por incrível que pareça, devido a um mecanismo de proteção do próprio dispositivo. Isso porque as baterias atuais têm uma ferramenta automática de segurança contra o excesso de carga, que faz com que elas diminuam a "janela" possível de entrada de energia a partir dos 80% de carregamento, explica Kim Rieffel, vice-presidente de Telecomunicações da Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade (Abrac). Por isso, ao carregar um celular que já está com 80% de bateria, será gerada uma situação de "estresse" no dispositivo, já que ele estará recebendo a carga ao mesmo tempo em que está resistindo a ela. Se isso acontecer com frequência, a saúde da bateria é prejudicada e ela pode perder, aos poucos, a sua capacidade, de acordo com o especialista. Na prática, ela acaba demorando mais para carregar e descarregando com mais facilidade. Nesse sentido, segundo Rieffel, o ideal é carregar a bateria apenas até os 80%, período em que o dispositivo carrega com mais facilidade e "sofre" menos. "No dia a dia, para proteger a bateria, vale a pena trocar o carregamento durante a madrugada por cargas pontuais ao longo do dia", orienta Rieffel. Qual a diferença de 'viciar' a bateria? O conceito de "viciar" a bateria corresponde a um cenário mais drástico e que acontecia mais rápido do que o dano provocado pelo excesso de carga atualmente. As baterias que podiam "viciar" eram de uma geração passada, do tipo Níquel-Cádmio, muito usado nos celulares há 10 anos. "Nessa época, elas eram mais sensíveis ao carregamento e, com o excesso de carga, rapidamente começavam a ter um desempenho pior", descreve o especialista. Hoje, a maioria dos celulares usa baterias de íon de lítio, que são mais resistentes a esse tipo de exposição. Assim, falar que as novas baterias "viciam" seria um exagero, segundo Rieffel. Veja mais: Viajar para comprar iPhone: entenda regras e como saber se vale a pena Celular no precinho: g1 testa 3 aparelhos que custam menos de R$ 1.500 Por que a geração Z e os millennials não atendem mais o telefone iPhone 16 é lançado com novo botão para controlar a câmera; veja preços no Brasil Especialistas dão dicas de como produzir currículo pelo celular

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

X deixa de usar servidor intermediário e volta a ficar indisponível no Brasil, dizem provedores


Associação Brasileira de Provedores de Internet diz que a plataforma interrompeu o uso do servidor Cloudflare pouco antes das 16h desta quinta-feira (19). Rede social X, do bilionário Elon Musk AP Photo/Rick Rycroft O X voltou a ficar indisponível no Brasil nesta quinta-feira (19), depois que a justiça determinou à rede social que deixasse de usar o serviço de cibersegurança que lhe permitiu driblar sua suspensão no país, informou à AFP a associação de provedores de internet (Abrint). "Pouco antes das 16h, o próprio X parou de usar o serviço da Cloudflare", e por este motivo "ficou bloqueado", disse o conselheiro da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), Basílio Rodriguez Perez. A AFP constatou que a rede social está novamente indisponível nos celulares dos usuários, depois de ter voltado a funcionar amplamente na quarta-feira. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ordenou à plataforma, de propriedade do bilionário Elon Musk, suspender os novos acessos à rede social. A ordem judicial pedia à plataforma para suspender "imediatamente (...) a utilização de seus novos acessos (...) sob pena de multa diária de R$ 5 milhões". Moraes também instruiu a Anatel a adotar todas as medidas necessárias para restabelecer o bloqueio do X em todo o país. O magistrado ordenou o bloqueio da rede em 30 de agosto no Brasil pelo descumprimento de ordens judiciais de suspender contas acusadas de desinformação e por se recusar a nomear um representante legal. Irritado com a decisão, Musk acusou o ministro de ser um "ditador maligno". A rede voltou a estar parcialmente acessível na quarta-feira, graças a uma nova atualização de seu aplicativo que dificultou a identificação de seus endereços na internet (IP). O X, no entanto, afirmou que o restabelecimento foi uma consequência "involuntária" de uma mudança de servidor e que era "temporário". "Intenção deliberada" Mas a Anatel afirmou o contrário. Segundo a agência, a rede social X demonstrou sua "intenção deliberada de descumprir a ordem do STF". Segundo os provedores de internet, o X acessou os serviços da Cloudflare, que permite às empresas mudar constantemente de IP, em vez de contar com endereços específicos. Na madrugada de quarta-feira, enquanto o aplicativo era atualizado automaticamente em milhões de telefones, Musk escreveu em sua conta no X: "A magia, quando é avançada o suficiente, é indistinguível da tecnologia", em uma mensagem interpretada como uma "provocação" pela imprensa brasileira. Em sua decisão, Moraes viu na publicação de Musk uma prova de sua intencionalidade de burlar o bloqueio. O ministro também apontou para a resistência "dolosa, ilícita e persistente recalcitrância da plataforma X no cumprimento de ordens judiciais". Ao bloquear o X, Moraes alertou os 22 milhões de usuários no Brasil que quem infringir a ordem acessando a plataforma por meio de "subterfúgios", como redes privadas virtuais (VPN), pode estar sujeito a multas diárias de 50.000 reais.

'Truque' do X condiz com prática de criminosos que fazem pirataria online, diz presidente da Anatel

Brasileiros conseguiram acessar o X nesta quarta (19). Agência Nacional de Telecomunicações diz que a rede social demonstrou intenção deliberada em descumprir decisões do STF. Moraes multa X e Starlink em R$ 5 milhões após 'truque' que driblou bloqueio no Brasil O "truque" utilizado pela rede social X (antigo Twitter) para burlar o bloqueio da rede no Brasil condiz com a maneira pela qual criminosos tentam driblar a lei para praticar pirataria online, segundo o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carlos Manuel Baigórri. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, multou a rede social X (antigo Twitter) em R$ 5 milhões após site ficar disponível novamente para brasileiros. A punição começa a partir desta quinta-feira (19), mas o tribunal ainda vai calcular quantos dias de multa – a depender de quanto tempo durar o descumprimento das decisões. A multa foi aplicada após a rede social do bilionário Elon Musk usar um “truque” para burlar o bloqueio em vigor desde 30 de agosto, após determinação do Supremo. A rede ficará suspensa até que a empresa pague as multas impostas por Moraes e indique um representante legal no Brasil. "Nós também temos uma atividade rotineira de bloquear IPs de sites que violam direitos autorais, como aquelas TVs piratas que transmitem jogos e conteúdos sem respeitar os direitos autorais. Sempre se bloqueia o IP, a conduta dos criminosos é de buscar plataformas de CDNs, como Cloudfair, para esconderem o seu tráfego ali dentro. Então, a ação do X, com o intuito de burlar a medida [judicial] tomada e que burlou o bloqueio estabelecido, é condizente com as práticas desses outros agentes", disse Baigórri em entrevista ao Estúdio i, nesta quinta-feira (19) Veja abaixo o que é Cloudfare e CDN. Receba no WhatsApp os posts da Sadi O “truque” permitiu aos brasileiros acessar a rede social após a empresa de Musk mudar seus servidores, dificultando o bloqueio pelas operadoras de internet. Mais cedo nesta quinta, a Anatel disse que constatou que, de fato, usuários da rede social relataram ter conseguido acessar a plataforma na quarta, mesmo sem o uso do VPN (Virtual Private Networks). A empresa afirma que o truque "demonstra intenção deliberada de descumprir" a determinação do STF e que novas tentativas de desrespeitar o bloqueio "merecerão da Agência as providências cabíveis" O VPN cria uma conexão segura e criptografada entre um dispositivo e a internet, protegendo a privacidade e os dados do usuário. Ela oculta o endereço IP real (identificação do dispositivo) e permite acessar conteúdos restritos pela região. Por exemplo, é possível acessar o X como se o acesso estivesse sendo feito de outro país. A empresa argumentou que a mudança foi feita porque a infraestrutura para fornecer o serviço na América Latina ficou inacessível para sua equipe após o bloqueio no Brasil. Segundo a companhia, a alteração causou uma "restauração involuntária e temporária do serviço para usuários brasileiros". A Abrint (Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações) diz que o X passou a usar endereços de IP vinculados ao serviço de servidores Cloudflare, e não mais a uma infraestrutura própria. ▶️ O QUE É IP? É uma sequência de números que funciona como o endereço de um servidor. Na prática, ao digitar o endereço de um site, o navegador transforma o link em um IP (sigla em inglês para "protocolo de internet"). ▶️ O QUE É CLOUDFLARE? A Cloudflare é uma empresa que fornece serviços e pode atuar como um intermediário entre o servidor de um site e o usuário. Neste caso, esse serviço permitiu que o X se tornasse mais resistente contra o bloqueio. ▶️ O QUE É CND? CDN, ou Content Delivery Network (Rede de Distribuição de Conteúdo), é um sistema de servidores distribuídos geograficamente que trabalham juntos para fornecer conteúdo da internet de forma rápida para os usuários. A multa se aplica de forma subsidiária à Starlink – empresa de tecnologia também vinculada a Musk e que teve recursos bloqueados no início do mês para bancar multas aplicadas à rede social. Ou seja: se o X não pagar, a Starlink terá de honrar a multa. Nesta quinta, Moraes deu um prazo de 24 horas para que a rede social de Elon Musk informe ao STF se reativou sua representação legal no Brasil. A medida foi tomada após o X ter indicado dois advogados para representar a rede na Corte, mas não apresentou comprovações sobre o retorno das atividades da empresa ou a regularidade dos representantes da rede.

Senacon notifica 8 fabricantes de celular para se explicarem sobre aplicativos de apostas em aparelhos novos

Pedidos questionam a existência de possíveis acordos entre fabricantes de celulares e empresas do setor de jogos de azar. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou nesta quinta-feira (19) que notificou oito empresas fabricantes de celular para prestarem darem explicações sobre a possível pré-instalação de aplicativos de apostas em aparelhos novos. As empresas foram notificadas nesta quarta (18). São elas: Samsung Brasil, DL Comércio e Indústria de Produtos Eletrônicos (distribuidora da Xiaomi), LG Brasil, Motorola Mobility, Positivo, Multilaser, TCL Semp Eletrônicos e Asus Brasil. Segundo a Senacon, as fabricantes têm dez dias para responder. Empresas de apostas devem pedir autorização para atuar para não serem suspensas Os pedidos questionam a existência de possíveis acordos entre fabricantes de celulares e empresas do setor de jogos de azar. A Secretaria argumentou que a pré-instalação desses aplicativos, sem o devido consentimento do consumidor, configura uma prática abusiva e fere a legislação. Esta reportagem está em atualização

X indica advogados, e Moraes dá 24 horas para rede social comprovar representação legal no Brasil


Rede social X em acesso pelo celular Reprodução/TV Globo O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes definiu nesta quinta-feira (19) prazo de 24 horas para que a rede social X, do bilionário sul-africano Elon Musk, explique ao tribunal se reativou sua representação legal no Brasil. A decisão foi tomada após o X indicar ao STF que tinha contratado os advogados André Zonaro Giacchetta e Sérgio Rosenthal, de São Paulo, para representar a rede social em processos na Corte. Segundo Moraes, o X não forneceu "nenhuma comprovação do retorno das atividades" da empresa – "nem tampouco da regularidade da constituição de seus novos representantes legais ou mesmo de seus novos advogados". "Não há, portanto, qualquer prova da regularidade da representação da X BRASIL INTERNET LTDA. em território brasileiro, bem como na licitude da constituição de novos advogados", diz Moraes. A falta de definição de representantes legais no Brasil foi um dos agravantes apontados por Alexandre de Moraes na decisão que levou à suspensão do X em todo o território nacional, no fim de agosto. Ao longo da semana, o X fez dois movimentos distintos em relação ao país – uma tentativa de "burlar" o bloqueio do site e, ao mesmo tempo, sinalizações de que passaria a cumprir as ordens do STF. 🚨 Tentativa de "burlar o bloqueio" Na quarta-feira (18), usuários do X indicaram que estavam conseguindo acessar o site, mesmo sem usar VPN. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), isso aconteceu porque o X migrou os servidores para um novo IP, o que teria driblado o bloqueio já definido pelas operadoras no Brasil. A Anatel avaliou que a atitude "demonstra intenção deliberada de descumprir" a determinação do Supremo. E disse que as operadoras conseguiram restabelecer o bloqueio. Moraes definiu multa de R$ 5 milhões caso o X continue contornando o bloqueio. Após atualização, X volta a funcionar e Anatel emite nova ordem para bloquear plataforma 🏳️ Sinalizações de adequação às decisões Ao determinar a suspensão do X em todo o território nacional, Moraes havia indicado três motivações principais: a decisão do X de não bloquear contas que divulgavam mensagens criminosas ou antidemocráticas; o não pagamento das multas aplicadas ao X por manter essas contas no ar; a decisão do X de fechar o escritório no Brasil – e, com isso, deixar de ter um representante legal no país para lidar com os inquéritos no STF.

X diz que trabalha com governo brasileiro para retomar operação no país


Plataforma está suspensa desde o fim de agosto por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A empresa não detalhou as conversas e nem informou se cumprirá as determinações do Supremo. Logotipo do X, antigo Twitter, na entrada do Supremo Tribunal Federal (STF) Ueslei Marcelino/Reuters O X disse na noite desta quarta-feira (18) que está trabalhando junto ao governo brasileiro para que sua plataforma volte ao ar no país. A empresa do bilionário Elon Musk, no entanto, não forneceu detalhes sobre as conversas em andamento e nem informou se cumprirá as decisões judiciais do Supremo Tribunal Federal (STF). O g1 procurou a Casa Civil da Presidência da República e o Ministério das Comunicações para confirmar a nota do X e aguarda um posicionamento. A rede social está suspensa desde o fim de agosto por ordem do ministro Alexandre de Moraes. Apesar do bloqueio em todo o território nacional, usuários relataram que ainda ontem conseguiram acessar o X sem o uso de VPN. Isso ocorreu porque a empresa alterou seus servidores, dificultando o bloqueio pelas operadoras de internet. "Embora esperemos que a plataforma esteja inacessível novamente no Brasil em breve, continuamos os esforços para trabalhar com o governo brasileiro para retornar muito em breve para o povo do Brasil", disse o X em nota ao g1 (leia na íntegra ao final da reportagem). Ainda na nota, a empresa confirmou que fez mudanças em sua infraestrutura, permitindo que alguns brasileiros conseguissem acessar e publicar no X. Segundo a Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), o X passou a usar endereços de IP vinculados a servidores da Cloudflare, e não mais a uma infraestrutura própria. Leia a íntegra da nota do X: "Quando o X foi desligado no Brasil, nossa infraestrutura para atender a América Latina não estava mais acessível à nossa equipe. Para continuar fornecendo o melhor serviço aos nossos usuários, mudamos de provedor de rede. Essa mudança resultou em uma restauração inadvertida e temporária do serviço para usuários brasileiros. Embora esperemos que a plataforma esteja inacessível novamente no Brasil em breve, continuamosos esforços para trabalhar com o governo brasileiro para retornar muito em breve para o povo do Brasil." - Porta-voz do X". LEIA TAMBÉM: O 'truque' de Musk que fez com que o X voltasse a funcionar no Brasil Intelectuais divulgam carta aberta criticando Musk e apoiam Brasil no bloqueio ao X Galaxy Ring: anel inteligente da Samsung começa a ser vendido no Brasil por R$ 3.499

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