domingo, 27 de abril de 2025

Web Summit Rio 2025 debate os dilemas da IA, regulação das redes e novos rumos do mercado de trabalho: veja destaques


Evento que acontece no Riocentro entre sábado (27) e quarta-feira (30) reúne startups de tecnologia e potenciais investidores de todo o mundo. Entre os palestrantes, destaque para Márcio Aguiar (Diretor da Nvidia), Maren Lau (Meta) e Nicolas Robinson (OpenAI), além do presidente do STF Luís Roberto Barroso, Ivete Sangalo e Felipe Neto. Grande público para no Web Summit Rio 2024 Raoni Alves / g1 Rio Pelo terceiro ano consecutivo, o Rio de Janeiro passa a ser a capital da tecnologia com o início da edição 2025 do Web Summit Rio, a maior conferência de inovação e tecnologia do mundo. O encontro, que acontece no Riocentro, na Zona Oeste, entre sábado (27) e quarta-feira (30), prevê reunir mais de 30 mil pessoas, com mais de mil startups, 100 palestrantes e uma ampla programação distribuída ao longo do evento. Esse ano, como não poderia ser diferente, o foco dos encontros será as novidades dos recursos de Inteligência Artificial (IA), assunto que estará presente em todos os palcos do Web Summit. Um dos nomes mais aguardados da edição 2025, Márcio Aguiar, o diretor executivo da Nvidia, uma das maiores empresas de tecnologia do planeta, participará do painel 'IA Agentic - o próximo salto quântico em inteligência artificial'. Em outro painel, Aguiar também pretende responder se nós alcançaremos a inteligência artificial geral em algum momento entre dos próximos cem anos. A sigla em inglês AGI, ou Inteligência artificial geral, é um campo de pesquisa teórica que tenta criar softwares com inteligência semelhante à humana, capaz de realizar qualquer tarefa intelectual que um ser humano realiza. Web Summit Rio 2024: A capital tecnológica mundial  Entre outros especialistas, a presidente da Microsoft Brasil, Priscyla Laham, vai abordar o avanço da IA e da infraestrutura em nuvem. Já Chris Stephens, CTO de campo da Groq, uma empresa de tecnologia de ponta que projeta hardware e software de IA de alto desempenho, vai tratar sobre a transformação da inteligência artificial, sua velocidade e interferência nesse novo mundo. Stephens promete realizar um verdadeiro momento "uau" com demonstrações ao vivo, mostrando por que a IA generativa em tempo real é revolucionária e como a arquitetura LPU da Groq está redefinindo o que é possível na aceleração de IA. Entre outros destaques do evento estão: Nicolas Robinson (OpenAI) Gabriela Comazzetto (TikTok) Justina Nixon-Saintil (IBM) Patrícia Muratori (Youtube) Maren Lau (Meta) Diego Barreto (IFood) Diana Ramirez (Spotify) Patrícia Florissi (Google) A expectativa da Prefeitura do Rio é que mais de 40 mil pessoas passem pelo Riocentro para aprender, ensinar e desenvolver novas ideias. Os organizadores apostam no Web Summit como um ponto de encontro, uma oportunidade de novos negócios em escala global, além de uma ferramenta de conexão entre empreendedores, investidores e curiosos por um mercado em expansão. Além dos destaques citados, especialistas vão abordar outros assuntos como: marketing, educação, saúde, criptomoedas, comércio eletrônico, big data e muito mais. Veja todos os palestrantes no site do Web Summit Rio. Confira a programação completa clicando aqui. Regulação das redes Além dos debates e especialistas de grandes empresas de tecnologia do mundo, o Web Summit Rio desse ano também pretende aprofundar os debates sobre as redes sociais e o mercado de trabalho. O painel batizado de 'Tecnologia, verdade e a constituição' contará com a participação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luís Roberto Barroso. Ao lado de Ronaldo Lemos, representante do Conselho de Supervisão da Equipe de Engajamento Meta, o ministro do STF vai falar sobre a evolução do papel das instituições na era das Big Techs e como regulamentar as plataformas de redes sociais. O presidente do STF, Luís Roberto Barroso. Antonio Augusto/STF Nessa mesma linha, o influenciador Felipe Neto apresentará um painel sobre a luta contra as notícias falsas que circulam na internet. Em outra oportunidade, Felipe ficará à frente do painel batizado 'Como a direita conquistou as mídias sociais?'. Ivete Sangalo, Jade Picon e Coringa Estrelas populares da internet e da vida real também vão contar como utilizaram as novas ferramentas tecnológicas para ampliar o público e melhorar a interação com os consumidores. Reconhecida por muitos como a maior cantora do Brasil, Ivete Sangalo é um desses nomes na edição 2025. Fábio Porchat e Ivete Sangalo participam do Web Summit Rio Globo/ Juliana Coutinho Ao lado de Gabriela Comazzetto, GM de soluções globais de negócios do TikTok na América Latina, Ivete Sangalo vai contar como a sua carreira ganhou ainda mais força com as plataformas de tecnologia. Outro painel vai reunir a atriz e influenciadora Jade Picon e o criador de conteúdo Hugo Gloss. Os dois vão contar como construíram suas marcas no mundo digital. Já Victor "Coringa" Augusto, criador de jogos e coproprietário da LOUD, é a atração principal do painel 'Nivelando a economia do criador'. Coringa, que conta com mais de 14 milhões em uma de suas redes sociais, vai falar sobre a evolução da economia criativa e seu impacto na indústria dos jogos e entretenimento. 'Point de selfie' no Web Summit Rio, no Riocentro g1 Rio

sexta-feira, 25 de abril de 2025

É #FAKE que tela quebrada de celular pode ser consertada com fogo de isqueiro


Vídeo foi editado com aplicativo cria uma chama por meio de animação gráfica. O Fato ou Fake consultou professor de engenharia eletrônica, que disse ser impossível fazer esse tipo de reparo por meio de isqueiro; ele também alertou para risco de explosão da bateria do aparelho. Vídeo que mostra recuperação de tela enquanto mulher move isqueiro dá a ilusão de que o objeto foi o responsável pelo conserto g1 Circula nas redes sociais o vídeo de uma mulher consertando a tela quebrada de um celular através da chama do isqueiro. É #FAKE. selo fake g1 🔴 O que mostra o vídeo viral? Publicado em 21 de abril de 2025 no Instagram e com mais de 1,3 milhão de curtidas, o vídeo "ensina" como usar um isqueiro aceso para fazer o conserto da tela quebrada de um celular. Na demonstração, uma mulher passa a chama na base do telefone. Conforme o fogo se desloca, o visor, que antes disso exibia trincos, restabelece o aspecto intacto. Com 2,3 milhões de seguidores, a conta que postou o material costuma publicar dicas compartilhadas em vídeos virais. ⚠️ Por que a publicação é falsa? A ilusão de que a chama "conserta" a tela é criada com um truque: o movimento coordenado entre o isqueiro e uma animação gráfica, que pode ser produzida em aplicativos de edição de vídeo. É possível usar ferramentas como o CapCut e o Adobe After Effects para produzir uma animação que mostre uma tela danificada de celular sendo recuperada. Para isso, basta que a pessoa grave a tela intacta do celular, insira essa captura no programa de edição e adicione, sobre o vídeo, uma "máscara" que replique o efeito de uma tela trincada. Posteriormente, na etapa de animação, é possível remover gradativamente esses efeitos – permitindo, assim, o ressurgimento da camada debaixo. Um forte indício de que essa técnica foi aplicada no vídeo viral é o "desaparecimento", sem qualquer vestígio, do "rachado" na tela. A chama de um isqueiro não teria a capacidade de alterar esse aspecto, caso o dano tivesse sido criado por um impacto físico, por exemplo. O Fato ou Fake consultou o pesquisador Rodrigo de Marca França, professor de engenharia eletrônica do Instituto Mauá de Tecnologia. Ele disse ser impossível que o calor proveniente do fogo possa recuperar a visibilidade de um visor quebrado. Pelo contrário: o contato com a chama pode danificar ainda mais os componentes eletrônicos e o revestimento do celular. "A chama do isqueiro não só não vai consertar, como pode derreter a cola dos painéis de LED ou LCD dos aparelhos, danificando de vez o aparelho. Mas não só isso, [o aquecimento] pode causar amarelamento do vidro e também à carcaça plástica do celular", diz o especialista. França destaca ainda um risco ainda mais grave não apenas para o aparelho, como para a própria segurança das pessoas: a explosão da bateria. "Essas baterias de lítio são muito sensíveis à temperatura. Tanto que, volta e meia, você tem caso de celular com bateria explodindo, por conta de problema no carregamento, né? Na hora em que você coloca a chama em cima do celular, pode superaquecer essa bateria, propiciando um processo de falha que, por sua vez, pode gerar vazamento de compostos químicos. Sob calor, esses compostos podem expandir, fazendo com que a bateria exploda." Diante de danos na tela, a indicação do professor é que a pessoa procure uma assistência técnica. "O recomendado seria ir a uma assistência técnica e trocar o componente. Ver o que tem que fazer, mas esse truque não sozinho não vai consertar [a tela]. Como vimos, ele pode ser bem perigoso", arremata. Celular Reprodução/ RBS TV Vídeo que mostra recuperação de tela enquanto mulher move isqueiro dá a ilusão de que o objeto foi o responsável pelo conserto g1 Veja também É #FAKE que papa Francisco tenha dito que está liberado comer carne vermelha na Sexta-feira Santa É #FAKE que papa tenha dito que está liberado comer carne vermelha na Sexta-Feira Santa VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito

Apple remove apps que 'tiram a roupa' de pessoas após investigação da BBC


BBC expôs grupo de aplicativos de 'nudificação' por IA sendo promovidos em anúncios no TikTok e oferecidos nas lojas da Apple e Google. Imagens feitas por IA mostram fotos de mulheres sendo "despidas" em anúncios de aplicativos Reprodução/ BBC A Apple removeu um grupo de aplicativos da App Store após uma investigação da BBC revelar que eles estavam sendo anunciados no TikTok como ferramentas para criar deepfakes de "remoção de roupas" sem consentimento. Esses aplicativos, conhecidos como "nudify" ou de "remoção de roupas", usam inteligência artificial para apagar digitalmente as roupas de pessoas em fotos, gerando imagens ou vídeos nus ou parcialmente nus. Nas páginas oficiais na App Store e nos sites dos desenvolvedores, os apps eram descritos como formas de "apimentar selfies". Mas, nos anúncios pagos veiculados no TikTok, as empresas promoviam os aplicativos como meios de criar imagens sexualizadas de mulheres sem a permissão delas. Alguns anúncios convidavam os usuários a baixar os apps para "ver as fotos mais quentes da sua paixão". Outros diziam que os aplicativos "permitem tirar a roupa de qualquer pessoa". Também havia propagandas que prometiam a capacidade de "colocar qualquer um de biquíni". Não estamos revelando os nomes dos aplicativos para evitar dar visibilidade a eles — criar imagens sexualmente explícitas de alguém sem consentimento pode ser ilegal em diversos países, incluindo o Reino Unido. Leia também: 'Minha filha não queria mais voltar para a escola': o sofrimento de vítimas de nudes feitos com IA Os chamados apps de "nudificação" têm se tornado um problema crescente no mundo, com escândalos de grande repercussão surgindo na Espanha, Coreia do Sul e Estados Unidos, especialmente envolvendo meninas em idade escolar. Em alguns casos, sabe-se que vítimas foram chantageadas com imagens manipuladas por IA. Empresas de tecnologia têm um dever moral de restringir a proliferação de aplicativos de "nudificação" por deepfake, segundo o professor Arvind Narayanan, do Centro de Política de Tecnologia da Informação de Princeton. "Deveria haver muito mais barreiras para impedir o acesso a essa tecnologia", afirma ele, acrescentando que autoridades ao redor do mundo deveriam banir esses aplicativos das lojas virtuais e garantir que as redes sociais não possam "lucrar com anúncios que os promovem". Alguns dos anúncios no TikTok usavam fotos das atrizes de Game of Thrones Lena Headey e Maisie Williams para demonstrar como mulheres podem ser falsamente retratadas como se estivessem tirando a roupa até ficarem de roupa íntima. Uma das empresas está usando atrizes de Game of Thrones para demonstrar seu recurso de "nudificação" por inteligência artificial. Reprodução/ BBC A BBC identificou quatro desses aplicativos que pagam por anúncios no TikTok — que agora removeu as publicidades. No entanto, vídeos semelhantes — aparentemente publicados por contas ligadas aos desenvolvedores dos apps — continuam na plataforma. Um porta-voz do TikTok afirmou que os anúncios violam as políticas da rede, que proíbem conteúdos sexualmente sugestivos promovidos por meio de publicidade paga. A empresa, no entanto, não explicou como os anúncios passaram pela moderação. A Apple também respondeu à reportagem da BBC removendo os aplicativos da App Store. Segundo a empresa, três deles foram retirados "até que os desenvolvedores corrijam os problemas nos aplicativos". Um quarto app — especializado em criar vídeos de mulheres dançando seminuas a partir de fotos — "foi removido e teve sua conta de desenvolvedor encerrada". A Play Store do Google informou que está investigando os aplicativos. O mais popular entre os apps investigados pela BBC já foi baixado mais de um milhão de vezes, segundo dados da própria Play Store. A Apple não divulga números de download. O aplicativo não parece permitir a criação de imagens totalmente nuas, mas torna muito fácil gerar imagens sexualmente sugestivas de qualquer pessoa. O desenvolvedor oferece "pacotes" prontos, com diferentes tipos de poses — incluindo cenas que retratam mulheres no chão com a boca aberta ou tomando banho. No TikTok, o app é promovido como uma forma de "conseguir as fotos mais quentes da sua paixão". Em resposta por e-mail, o criador do aplicativo afirmou que não teve a intenção de anunciá-lo como uma ferramenta de deepfake sem consentimento e disse que irá revisar suas práticas. Saiba também: Instagram e Facebook mostram anúncios pagos de apps que prometem tirar roupa de pessoas em fotos 'Casacão branco': papa Francisco foi vítima de imagens falsas com IA e aprovou documento pedindo regulamentação cuidadosa da tecnologia Veja também: 'IA do job': brasileiros ganham dinheiro criando mulheres virtuais para conteúdo adulto 'Biscoiteiros': Chefs conquistam a internet com sensualidade na cozinha

Apple cria plano para escapar de tarifas e fabricar iPhones do mercado norte-americano na Índia, diz agência


Ideia é concluir o plano até o fim de 2026, evitando possíveis tarifas mais altas sobre produtos vindos da China, seu principal polo de fabricação. iPhone 16 Manuel Orbegozo/Reuters A Apple pretende fabricar, na Índia, a maioria dos iPhones vendidos nos Estados Unidos até o final de 2026. A ideia é acelerar o plano e evitar possíveis tarifas mais altas sobre produtos vindos da China, seu principal polo de fabricação, disse uma fonte à Reuters. A gigante de tecnologia dos EUA está realizando conversas com as fornecedoras Foxconn e Tata, parceiras para atingir esse objetivo, afirmou a fonte. Apple e Foxconn não responderam imediatamente aos pedidos de comentário, enquanto a Tata se recusou a comentar. A Apple vende mais de 60 milhões de iPhones por ano nos EUA, sendo que cerca de 80% deles são atualmente fabricados na China. À medida que a Apple diversifica sua produção para além da China, a empresa tem dado um papel estratégico à Índia. Foxconn e Tata, seus dois principais fornecedores no país, possuem ao todo três fábricas, com mais duas em construção. O primeiro-ministro Narendra Modi tem promovido a Índia como um centro de fabricação de smartphones nos últimos anos, mas tarifas de importação mais altas sobre peças de celular, em comparação com muitos outros países, ainda tornam a produção na Índia mais cara para as empresas. No caso dos iPhones, os custos de fabricação na Índia são de 5% a 8% mais altos do que na China, podendo chegar a 10% em alguns casos, segundo a fonte. A Apple já intensificou a produção na Índia para contornar as tarifas impostas pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, exportando cerca de 600 toneladas de iPhones, no valor de US$ 2 bilhões, para os Estados Unidos em março. As remessas vindas da Índia marcaram um recorde para seus contratados Tata e Foxconn — esta última foi responsável sozinha por smartphones no valor de US$ 1,3 bilhão. O Financial Times foi o primeiro a divulgar o plano da Apple nesta sexta-feira (25). Em abril, o governo dos EUA impôs tarifas de 26% sobre importações da Índia — muito menores do que os mais de 100% que a China enfrentava na época. Desde então, Washington suspendeu a maioria das tarifas recíprocas por três meses, exceto para a China.

Hackers da Coreia do Norte criam empresas nos EUA para atacar setor de criptomoedas


Golpes utilizam falsas ofertas de emprego para implementar malwares e comprometer as carteiras de criptomoedas de desenvolvedores norte-americanos. Espiões fazem parte de um subgrupo dentro do Lazarus Group, uma equipe de elite de hackers norte-coreano REUTERS/Kacper Pempel/Illustration/File Photo Hackers norte-coreanos criaram duas empresas nos Estados Unidos, violando sanções do Tesouro norte-americano, para atacar desenvolvedores que trabalham no setor de criptomoedas, de acordo com pesquisadores de segurança e documentos analisados pela Reuters. As empresas -- Blocknovas LLC e Softglide LLC -- foram criadas nos estados do Novo México e de Nova York por meio do uso de identidades e endereços falsos, disseram à Reuters pesquisadores da Silent Push, uma empresa norte-americana de segurança cibernética. Uma terceira empresa, a Angeloper Agency, está vinculada à iniciativa, mas não parece estar registrada nos Estados Unidos. “Este é um raro exemplo de hackers norte-coreanos conseguindo estabelecer entidades corporativas legais nos EUA para criar empresas, que são usadas para atacar candidatos a emprego”, disse Kasey Best, diretor de inteligência de ameaças da Silent Push. Veja mais: Hackers deixam Coreia do Norte bilionária com criptomoedas Hackers deixam Coreia do Norte bilionária com criptomoedas “Esses ataques utilizam personas falsas oferecendo entrevistas, o que leva à implantação de malware sofisticado que comprometem as carteiras de criptomoedas dos desenvolvedores. Eles também têm como alvo as senhas e credenciais dos trabalhadores, que podem ser usadas em ataques a outras empresas”, disse Best. A Silent Push conseguiu confirmar diversas vítimas, "especificamente por meio da Blocknovas, que é de longe a mais ativa das três empresas de fachada", disseram os pesquisadores em um relatório compartilhado com a Reuters antes da publicação. Hackers de elite Os espiões fazem parte de um subgrupo dentro do Lazarus Group, uma equipe de elite de hackers norte-coreanos ligada ao Reconnaissance General Bureau, a principal agência de inteligência estrangeira de Pyongyang, disse a Silent Push. O FBI se recusou a comentar especificamente sobre o Blocknovas ou o Softglide. Mas, nesta quinta-feira (24), um aviso da polícia federal norte-americana, publicado no site do Blocknovas, afirmava que o domínio havia sido apreendido "como parte de uma ação policial contra cibercriminosos norte-coreanos que utilizavam este domínio para enganar indivíduos com anúncios de emprego falsos e distribuir malware". Antes da apreensão, autoridades do FBI disseram à Reuters que o departamento continua "a se concentrar em impor riscos e consequências, não apenas aos próprios atores da RPDC (Coreia do Norte), mas a qualquer um que esteja facilitando sua capacidade de conduzir esses esquemas". Um funcionário do FBI disse que as operações cibernéticas norte-coreanas são "talvez uma das ameaças persistentes mais avançadas" enfrentadas pelos EUA. A missão da Coreia do Norte na Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Os hackers norte-coreanos que tentam roubar segredos nucleares e militares Sanções violadas A Reuters analisou os documentos da Blocknovas e da Softglide registrados no Novo México e em Nova York, respectivamente. A agência não conseguiu localizar as pessoas nomeadas nos documentos. O registro da Blocknovas listava um endereço físico em Warrenville, Carolina do Sul, que aparece no Google Maps como um terreno baldio. Já a Softglide parece ter sido registrada por um pequeno escritório de contabilidade em Buffalo, Nova York. A atividade representa a evolução contínua nos esforços da Coreia do Norte para atingir os setores de criptomoedas, em uma tentativa de captar recursos para o governo norte-coreano. Além de roubar moeda estrangeira por meio de golpes, a Coreia do Norte enviou milhares de profissionais de TI ao exterior para trazer milhões para financiar o programa de mísseis nucleares de Pyongyang, de acordo com os Estados Unidos, a Coreia do Sul e as Nações Unidas. A presença de uma empresa controlada pela Coreia do Norte nos Estados Unidos constitui uma violação das sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês). O Ofac faz parte do Departamento do Tesouro norte-american. A presença também viola as sanções das Nações Unidas que proíbem atividades comerciais norte-coreanas destinadas a auxiliar o governo ou as forças armadas do país. O Departamento de Estado de Nova York informou à Reuters que não comenta sobre empresas registradas no estado. O gabinete do secretário de Estado do Novo México informou à Reuters, por e-mail nesta quinta-feira, que a empresa estava registrada no sistema online de LLCs Domésticas do estado. "O registro foi feito em conformidade com a lei estadual, utilizando um agente registrado, e não haveria como nosso escritório saber de sua conexão com a Coreia do Norte", disse um representante do gabinete. Os hackers buscavam infectar candidatos a empregos falsos com pelo menos três tipos de malware conhecidos, vinculados a operações cibernéticas da Coreia do Norte. O malware vinculado à campanha da Silent Push pode ser usado para roubar informações, facilitar o acesso a redes e carregar outras formas de malware. Trump quer iPhone feito nos EUA, mas aparelho custaria 3 vezes mais, diz analista

quinta-feira, 24 de abril de 2025

WhatsApp tem nova ferramenta contra 'vazamento' de conversas; veja como usar


Recurso restringe exportação de mensagens e está sendo disponibilizado aos poucos para os usuários. Privacidade avançada das conversas Divulgação/Meta O WhatsApp lançou uma nova ferramenta para impedir que conteúdos sensíveis das conversas sejam levados para fora do aplicativo. O recurso, chamado de Privacidade avançada da conversa, foi anunciado nesta quarta-feira (23) e está sendo disponibilizado aos poucos para os usuários. Segundo a Meta, dona do WhatsApp, ao ser ativada, a ferramenta impede que: a conversa seja exportada, ou seja, que seu histórico seja baixado em forma de arquivo; mídias (como fotos, vídeos e documentos) da conversa sejam salvas automaticamente na galeria dos celulares dos participantes; a Meta AI (ferramenta de inteligência artificial da companhia) seja usada dentro da conversa, por exemplo, para tirar dúvidas dos participantes. A novidade funciona tanto para conversas de duas pessoas quanto para grupos. Vale destacar que o recurso pode ser ativado ou desativado por qualquer participante da conversa. Embora, em grupos, os administradores tenham a opção de restringir essa ação somente a si mesmos. A big tech destaca também que esta é a primeira versão da ferramenta e que ela não garante privacidade total. Isso porque arquivos de mídia ainda podem ser salvos manualmente, e nada impede que os participantes façam capturas de tela das mensagens. Como ativar a Privacidade avançada da conversa? Abra a conversa (individual ou grupo) no WhatsApp; Toque no nome do contato ou do grupo na parte superior da tela; Procure e toque na opção Privacidade avançada da conversa (se ela já estiver disponível); Ative a funcionalidade. Veja mais: Google desiste de proibir cookies de terceiros no Chrome; entenda por que a empresa voltou atrás Programador dá contragolpe pelo WhatsApp e descobre golpista em cadeia Como liberar espaço no celular usando o WhatsApp Google libera nova IA que gera vídeos a partir de textos

YouTube completa 20 anos: relembre primeiro vídeo e curiosidades da plataforma


Diariamente são publicados 20 milhões de novos vídeos no YouTube. Conheça os clipes mais vistos e os artistas com mais inscritos em seus canais. YouTube Rashidul Islam/Unsplash O YouTube completou 20 anos na última quarta-feira (23). Com 20 bilhões de vídeos publicados desde seu lançamento, segundo a agência France Presse, a plataforma virou a mais popular para esse tipo de conteúdo. Todos os dias são publicados 20 milhões de vídeos novos no YouTube, de acordo com a plataforma, que também divulgou números sobre videoclipes mais populares (saiba mais abaixo). O serviço tem mais de 2,5 bilhões de usuários ativos, de acordo com empresas especializadas ouvidas pela AFP. O domínio YouTube.com foi lançado em 14 de fevereiro, mas o aniversário da rede é comemorado no dia do envio do primeiro vídeo. Em 23 de abril de 2005, Jawed Karim, um dos fundadores do YouTube publicou "Eu no zoológico". O clipe de 19 segundos mostra ele em frente à jaula dos elefantes no zoológico de San Diego, na Califórnia. Jawed Karim, cofundador do YouTube, aparece no primeiro vídeo da plataforma Reprodução A ideia de criar a plataforma surgiu durante um jantar com Karim e os outros dois fundadores, Steve Chen e Chad Hurley, quando todos ainda eram funcionários da empresa de pagamentos PayPal. O logotipo foi sugerido por Hurley, que se inspirou nas marcas usadas pela Caltrain, linha de trens do Vale do Silício, e pela TV Guide, empresa especializada em grades de programação de canais de TV. O serviço foi comprado pelo Google em 2006 por US$ 1,65 bilhão (R$ 3,5 bilhões, na cotação da época). Apenas em 2024, gerou cerca de US$ 36 bilhões (R$ 222,9 bilhões) em receita publicitária. Logotipo do YouTube se inspirou em outras duas marcas Reprodução Música no YouTube Estes são os vídeos de música mais assistidos no YouTube, considerando dados atualizados até o último domingo (20): Luis Fonsi - Despacito ft. Daddy Yankee – 8,7 bilhões de visualizações Wiz Khalifa - See You Again ft. Charlie Puth [Official Video] Furious 7 Soundtrack – 6,6 bilhões de visualizações Ed Sheeran - Shape of You (Official Music Video) – 6,4 bilhões de visualizações PSY - GANGNAM STYLE(강남스타일) M/V – 5,5 bilhões de visualizações Mark Ronson - Uptown Funk (Official Video) ft. Bruno Mars – 5,5 bilhões de visualizações Ainda de acordo com o YouTube, 300 videoclipes superaram 1 bilhão de visualizações. Estes são os que chegaram mais rápido a essa marca: Adele - Hello (88 dias) Ed Sheeran - Shape of You (97 dias) Luis Fonsi - Despacito ft. Daddy Yankee (97 dias) J Balvin, Willy William - Mi Gente (103 dias) ROSÉ & Bruno Mars - APT. (105 dias) A plataforma diz que esses são os canais de artistas com mais inscritos, considerando dados atualizados até o último domingo (20): Blackpink – 96,4 milhões BTS – 80,1 milhões Justin Bieber – 75,2 milhões Eminem – 64,6 milhões Taylor Swift – 60,9 milhões Saiba como ativar proteção para controlar tempo e atividade de crianças no celular

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...